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PlayStation 5: a Sony divulga novas informações de hardware

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O anúncio ao público da consola de nova geração da Sony, a PlayStation 5 aconteceu hoje a partir das 16 horas em Portugal Continental. Acompanhe-nos e conheça os principais detalhes em relação à consola de nova geração.

O passado dia 15 de março, serviu para que a Microsoft anunciasse grande parte das suas especificações, pelo que, a expetativa seria de que a Sony anunciasse tanto ou mais informações que a sua concorrente. Contudo, as expetativas poderão ter sido demasiado altas, pois a conferência detalhou pontos importantes, mas demasiado técnicos para os jogadores.

O processamento da nova geração da Sony, a PlayStation 5

A capacidade de processamento das novas consolas ultrapassa tudo aquilo que vimos em anteriores gerações, no entanto, tendo o hábito de quantificar tudo aquilo que possuímos afim de comparar, induz-nos por vezes em erro — a Sony e Mark Cerny fizeram questão de mencionar esse mesmo problema para justificar o quão errado pode ser olhar apenas aos “teraflops” que uma consola ou computador pode ter.

Para demonstrar esta nova proposta, a Sony revela que a arquitetura da PS5 é capaz de operar o processamento do seu GPU a uma frequência de [email protected] na grande maioria das suas operações, no entanto, conseguingo alcançar uma frequência máxima (em modo boost) até [email protected]. Ambas as frequências permitem um alcance máximo de cerca de 10.3 teraflops (10,28 teraflops) de potência da sua consola. Estes valores contrastam com a potência assegurada pela concorrência, Xbox Series X com 12 teraflops.

Serão assim tão mais importantes os 1,7 teraflops a mais que a Xbox Series X possuí? A ver de alguns especialistas, esta diferença é pouco notória. Outrora, a diferença de uma consola com um teraflop e outra com dois teraflops faria diferença, mas num universo em que o alcance supera os 10 teraflops, repensa-se o valor desta diferença.

A título de comparação, a nova geração de consolas utiliza 36 CUs (unidades de controlo de um processador) através da geração RDNA 2 da AMD, bastante maiores que os utilizados numa PS4 (onde se utilizavam 58 CUs de menores dimensões). Segundo a Sony, deste modo, consegue-se um maior poder de processamento graças ao menor número de transistores (e uma maior dimensão das suas unidades de controlo).

Ao contrário do que acontecia com a atual geração, PlayStation 4, em que a frequência da GPU era constante, como tem vindo acontecer com a maioria dos CPUs de PC, vem-nos agora pelas mãos da Sony, uma tecnologia que usufrui de uma frequência variável de operação dos diversos núcleos. Esta variação pode ocorrer mediante algoritmos que se baseiam na necessidade de processamento, onde também em função da temperatura, da necessidade de renderização e do consumo elétrico se controla o aumento do clock (frequência) do processador.

Os grandes avanços residem no SSD, a essência da PlayStation 5

Segundo Mark Cerny, o arquiteto principal de sistemas da PlayStation, o verdadeiro poder da nova geração reside na capacidade de armazenamento SSD. Obviamente que, a maior pressão foi exercida sobre o desenvolvimento do processador, mas também ao nível do disco de armazenamento.

A diferença, quando comparado com a anterior geração, é muito evidente, especialmente quando observamos a capacidade de banda e os tempos de carregamento dos mais diversos títulos de nova geração. Realçado foi também as vantagens associadas à transferência de dados entre a memória RAM e a SSD, garantindo que agora esta consegue transmitir a informação que a memória precisa no exato momento em que é necessária, ao invés de ter de aguardar pela informação como acontecia atualmente na PlayStation 4.

Mark Cerny recomenda aos jogadores que queiram usufruir da retrocompatibilidade na sua verdadeira pleinitude, permitida pela consola PS5, possa ser feita sobre a forma de um disco externo (preferencialmente um HDD), para que não o disco principal não seja ocupado desnecessariamente. A velocidade de 5.5 GB/s permitida pelo SSD ultrapassa tudo o que pode ser encontrado no mercado para PC (onde atualmente não ultrapassa a velocidade de 3.5 GB/s), o que demonstra o real empenho desta marca nipónica.

Os grandes destaques da Sony para a nova geração PlayStation 5

Ao contrário do que acontecera na geração anterior, na PS3, a PlayStation 5 não recorre ao chipset da geração anterior (neste caso, da PS4), utiliza sim, tecnologia baseada num algoritmo que incluí dentro do sistema lógico nativo, características que emulam o sistema PlayStation 4 — permitindo assim a retrocompatibilidade.

O ray-tracing utilizado nesta nova geração, por sua vez, foi amplamento desenvolvido e trabalhado com a tecnologia disponível da AMD com o objetivo de atingir ou superar o verificado no computador. Para concretizar este desejo, a equipa de desenvolvimento recorreu ao estudo e conjugação de técnicas com base em anteriores tecnologias de sombra e de reflexão para re-criar a tecnologia ray-tracing.

Em termos de áudio, a nova PlayStation 5 contará com o tão esperado áudio 3D e, para isso, o principal objetivo foi a criação de uma ferramenta de áudio avançada que permita mostrar maior imersividade e sensação de espaço e localização num determinado ambiente — a esta tecnologia, a Sony chamou de Tempest 3D AudioTech.

A nova tecnologia transpõe alguma dos recursos presentes na geração anterior, PS3, onde através de utilização de uma arquitetura SPU se conseguiam níveis de áudio inovadores. A geração, PlayStation 5, utiliza técnicas semelhantes às utilizadas em SPU, sem recorrer efetivamente a esta arquitetura, que mais uma vez são implementadas através de algoritmo na sua unidade de processamento.

Mark Cerny revelou muito acerca do funcionamento interno da PS5, demasiada informação para a maioria dos seus espetadores. Sabemos, no entanto, que a arma mais poderosa desta PlayStation 5 será a sua unidade de armazenamento SSD, que irá permitir que a PS5 irá carregar informações praticamente cem vezes mais rápido que a atual PS4.

Por agora, teremos de aguardar por mais informações tanto da Microsoft como da Sony relativamente a preços e outros detalhes a serem revelados. Esperemos que os últimos acontecimentos, nomeadamente o surto de coronavírus, não afete de forma relevante a produção destas consolas — de onde podemos esperar ou menos unidades no mercado ou preços mais elevados.

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