“Parabéns a você!” – SMS faz 30 anos

O Short Message Service (SMS) foi usado pela primeira vez a 3 de dezembro de 1992 inaugurando a era da comunicação por mensagens escritas curtas entre telemóveis. Esta tecnologia foi usada em exclusivo durante muitos anos até terem chegado outros serviços de mensagens instantâneas como o WhatsApp, Telegram e Messenger. Ainda assim, as estatísticas, assinaladas pela BBC indicam que continua a gozar de boa popularidade.

Curiosamente, o WhatsApp, Telegram ou o Signal, têm uma característica em comum: enviam um código de autenticação por SMS para permitir o acesso do utilizador à conta à conta.

A primeira mensagem escrita recebida num telemóvel faz agora 30 anos e era um simples “Feliz Natal”, enviado pelo britânico Neil Papworth a partir de um computador para testar uma nova tecnologia. Este serviço começou num computador e ligou, então, dois colaboradores da empresa Vodafone – a primeira a usar esse protocolo de mensagem. Devido a proximidade com o Natal, o tema escolhido foi este, obviamente sem os muito famosos emojis.

Esse primeiro SMS foi vendido na forma de um token NFT (certificado digital) em dezembro de 2021 durante um leilão em Paris.

“Fiz parte da equipa que desenvolveu um Short Message Service Center para o nosso cliente, a Vodafone UK, e fui escolhido para ir a Newbury para instalar, integrar e testar o software e fazer tudo funcionar. Inicialmente, a ideia era que eles o usassem essencialmente como um serviço de pager – ninguém tinha ideia do quão gigantesco o fenómeno das mensagens de texto se tornaria”, escreveu Papworth no seu site.

Nos primeiros tempos, o SMS era extremamente caro e vendido pelas operadoras como um “item de luxo”, embora nos anos seguintes o serviço se tenha popularizado tanto que pode ser usado por praticamente toda a gente e já sem o limite inicial de 160 caracteres por mensagem (que terá levado aos primeiros criativos emoticons (hoje emojis).

Em outubro de 1995, a Telecel lançou pela primeira vez esta funcionalidade em Portugal para serviços de contrato, os que não eram pré-pagos, e que correspondiam a uma percentagem pequena da base de clientes.

Seguiu-se outra grande “revolução” que foi o MMS (Multimedia Messaging Service) que permitia até 30 mil caracteres e já nos deixava enviar imagens, áudios e vídeos curtos. Atualmente, o MMS não é tão usado pelos clientes de operadoras, ao contrário do SMS.

A popularidade do SMS começou a crescer em fevereiro de 2000, quando foi possível trocar SMS entre redes de telemóvel diferentes, graças um acordo entre as três operadoras existentes (depois do surgimento da Optimus em 1998, atual NOS). A partir daí, ninguém teve dúvidas de que esta tecnologia ia instalar-se nas nossas vidas. Em 2002, por exemplo, os portugueses enviaram 51 milhões de mensagens eletrónicas por telemóvel na véspera e no dia de Natal, com a rede da TMN, agora MEO, a sofrer a maior sobrecarga e a ter bloqueios (quem não se lembra de receber mensagens de boa consoada a 26 de dezembro?).

No Reino Unido, o volume de mensagens de texto caiu quatro vezes em 10 anos, para menos de 10 mil milhões no primeiro semestre de 2022, segundo a Ofcom, a reguladora britânica das telecomunicações.

O SMS é hoje uma oferta ilimitada em quase todas as operadoras. Com a chegada das redes sociais, o SMS perdeu alguma popularidade, mas mesmo os adeptos dos serviços de mensagens usando a internet, recorrem a ele em situações de emergência.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui