Os portugueses estão a mudar — e a culpa é da inteligência artificial
A vida digital dos portugueses está a mudar depressa — e a inteligência artificial já faz parte dessa transformação. Um novo retrato sobre consumo digital em Portugal mostra como GenAI, streaming, redes sociais e conectividade móvel estão a redefinir rotinas, trabalho e entretenimento, segundo o estudo da Deloitte, Digital Consumer Trands 2025.
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O mais interessante é que esta mudança já não acontece apenas entre entusiastas de tecnologia. Está a chegar ao dia a dia de utilizadores comuns, com impacto direto na forma como se informam, comunicam e usam serviços online.

GenAI ganha espaço no trabalho e na vida pessoal
A inteligência artificial generativa está a consolidar-se em Portugal. Segundo o relatório Digital Consumer Trends 2025: Portugal edition, a utilização destas ferramentas está a crescer tanto em contextos pessoais como profissionais.
Isto mostra que a GenAI deixou de ser apenas uma curiosidade tecnológica. Para muitos utilizadores, começa a ser uma ferramenta prática para acelerar tarefas, procurar informação, gerar ideias ou apoiar o trabalho do dia a dia.
Ao mesmo tempo, continuam a existir dúvidas relevantes. As preocupações com privacidade, segurança dos dados e possível impacto no emprego mantêm-se no centro da discussão.
Streaming continua forte entre os portugueses
O consumo de entretenimento digital também continua em alta. Uma parte significativa dos portugueses tem acesso a serviços pagos de streaming de vídeo, sinal de que plataformas deste tipo continuam a ter um papel central no consumo de conteúdos em casa.
Na prática, isto confirma uma tendência clara: a televisão tradicional perdeu exclusividade e o entretenimento está cada vez mais distribuído por apps, smart TVs, tablets e smartphones.
Redes sociais são cada vez mais usadas para seguir notícias
Outro dado relevante do estudo é o peso das redes sociais no acesso à informação. Muitos utilizadores em Portugal acompanham notícias e acontecimentos atuais através destas plataformas.
Esta mudança ajuda a perceber como o consumo informativo está mais rápido, fragmentado e dependente do digital. Para os utilizadores, é uma forma simples de estar a par do que acontece. Mas também aumenta a importância de verificar fontes e distinguir conteúdos credíveis de publicações enganosas.
Internet móvel: perceção de estabilidade, mas sem salto evidente
No campo da conectividade, o relatório indica que muitos consumidores sentem que a rede de internet móvel ficou igual ou apenas ligeiramente melhor — e, em alguns casos, até pior — ao longo do último ano.
Este dado é importante porque mostra uma perceção menos entusiasmante sobre a evolução da experiência móvel. Numa altura em que 5G, vídeo em alta definição, gaming e apps baseadas na cloud exigem ligações mais robustas, a expectativa dos utilizadores está a subir.
Porque é que este retrato digital importa?
Mais do que reunir números, este estudo ajuda a perceber para onde está a caminhar a vida digital em Portugal. O avanço da inteligência artificial, a força do streaming, o peso das redes sociais e a exigência sobre a conectividade mostram um consumidor mais ligado, mais exigente e mais dependente da tecnologia.
Para empresas tecnológicas, operadores, plataformas e marcas, estes sinais são valiosos. Para os utilizadores, o cenário é ainda mais claro: o futuro digital já está a influenciar escolhas diárias, hábitos de consumo e até a forma como se trabalha.
O que esperar a seguir
A tendência parece definida. A tecnologia vai continuar a misturar-se com cada vez mais aspetos da rotina, mas os consumidores querem mais do que inovação. Querem utilidade, confiança, privacidade e uma experiência simples.
É precisamente nesse equilíbrio que se vai jogar a próxima fase da transformação digital em Portugal.





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