Opinião: Serão os smartphones dobráveis o Futuro?

3 de Fevereiro de 2019
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Se utiliza um smartphone de grandes dimensões, sabe como é importante ter um ecrã grande para usufruir de tudo o que a internet nos oferece, no entanto, a mobilidade tem os seus limites em relação a tamanhos e por esse motivo, ter um ecrã grande e ao mesmo ter um equipamento ergonómico é impossível.

Mas, também é verdade que quando começamos a utilizar smartphones com ecrãs maiores, é muito complicado deixá-los e, se mudarmos para um equipamento com um ecrã menor, iremos sentir a falta desse espaço extra. Ora, é mesmo isso que esta nova era dos smartphones dobráveis poderá permitir, mas até que ponto é que os equipamentos continuarão ergonómicos?

No segmento dos smartphones, certamente que o ano de 2019 é o ano dos smartphones dobráveis e é uma inovação que já começamos a ver grandes fabricantes a prepararem as suas melhores armas, já com a Samsung a ter desvendado (muito pouco) da sua aposta. Mas temos de começar pela primeira fabricante a lançar para o mercado o primeiro smartphone dobrável a (desconhecida) Royole FlexPai, que apresentou o primeiro modelo do mercado na CES 2019, que decorreu em Las Vegas no início de janeiro.

Mas já vimos, também, outros modelos a serem demonstrados, como o produto da Xiaomi, demonstrado em vídeo pelo CEO da fabricante chinesa, o que já se parece com um produto mais interessante.

Primeiro, acho que temos de pensar em responder a algumas perguntas: O que queremos de um produto dobrável? Um tipo de tablet, ou um smartphone com a opção de termos a possibilidade de aumentar o ecrã?

Afinal, o que queremos? um smartphone dobrável? Ou um tablet que se dobra e fica mais mobile?

Pessoalmente, esta é a grande pergunta que irá diferenciar qual o objetivo deste novo segmento de mercado, pois até agora, dos modelos que vimos, demonstra que ainda não está definido.

Se chamamos um smartphone dobrável, na minha opinião temos de ter um equipamento com um tamanho “normal”, que caiba nos bolsos das calças, mas que tenha a possibilidade de oferecer um ecrã maior, enquanto que o produto da Royole parece-me exatamente o contrário: um tablet que fica mais reduzido com o ecrã a dobrar-se.

Por isso, não consigo encontrar boas razões para gostar do produto da Royole, pois acho que é pouco prático e pouco ergonómico, mas olhando para o outro produto já demonstrado as coisas parecem ir no sentido certo.

Xiaomi dobrável é o que se pretende de um smartphone dobrável

Basta olharmos para o vídeo seguinte para percebermos que é isto que podemos querer de um smartphone dobrável, com uma ergonomia razoável e deixa-nos bastante curioso para o que aí vem.

Samsung Galaxy dobrável

Numa conferência dedicada a programadores, a Samsung fez uma pequena demonstração de como será o equipamento móvel que, segundo o demonstrado, terá dois ecrãs. Um ecrã “externo” de 4,6 polegadas e num estilo de livro, abre-se e temos acesso a um ecrã de 7,29 polegadas.

Tendo em conta o que podemos ver nas imagens, este equipamento deverá ser um pouco mais grosso que o normal, mas num tamanho aceitável.

Será no próximo dia 20 de fevereiro que teremos a oportunidade de saber mais informações, já que o equipamento será apresentado oficialmente em San Francisco, ao lado do topo de gama da Samsung, o Galaxy S10.

Huawei Dobrável será conhecido no MWC 2019

Já é oficial que a fabricante chinesa, que foi a grande vencedora de 2018, também irá apresentar o seu smartphone dobrável. O que acaba por ser surpreendente é não haver, praticamente, nenhuma informação deste produto, nem leaks.

A única coisa que surgiu foram umas imagens  ilustrativas de patentes registadas pela fabricante chinesa, que demonstram um produto tipo livro, em que o ecrã está na parte interior e não demonstra nenhum ecrã na parte exterior.

O simples facto de haver muito poucas informações, demonstra que este projeto ainda está numa fase muito embrionária e por esse motivo é que não existem fotografias ou imagens do produto, já que o acesso a este tipo de protótipos costumam ser muito limitados.

Então e a Motorola, LG e as outras?

Bem, das outras fabricantes apenas ouvimos rumores de supostos projetos, mas também nada de imagens ou anúncios oficiais de algo vir a acontecer durante a MWC 2019.

Por parte da Motorola, há a informação de que a fabricante poderá recuperar uma submarca famosa da empresa, a Razr, que muito sucesso teve nos EUA com os seus smartphones.

Aliás, foi praticamente confirmado oficialmente que a Razr iria voltar a ser utilizada pela Motorola no novo segmento de smartphones dobráveis, numa entrevista ao TechRadar, mas de resto pouco ou nada de sabe. E não é esperado que haja novidades até ao MWC 2019.

Imagens de uma patente da LG

A LG, por seu lado, já confirmou que está a trabalhar em smartphones dobráveis, mas também pouco se sabe sobre o projeto. Surgiram umas imagens numa patente, mas de resto o que mais se tem falado é que a LG Display poderá ser uma das fabricantes de ecrãs a disponibilizar no mercado unidades neste sentido, inclusive para a Huawei.

Já há outras marcas que falam nisto, como a Energizer que indica que na MWC 2019 irá apresentar um modelo, não divulgando mais nada sobre isso, ou então a TCL que afirma que só em 2020 irá trazer o se modelo.

Então, se está tudo no início, será que haverá produtos em 2019?

Sinceramente, apesar das várias apresentações que deverão decorrer durante este ano, parece-me que a TCL, que detém a Alcatel e a BlackBerry, é a mais honesta e sincera quanto a objetivos.

O simples facto de a Samsung demonstrar um produto onde pouco se conseguiu ver e não deixar ninguém colocar os dedos em cima, demonstra que o produto ainda não estava pronto para demonstração, que está ainda muito no início e deverá ser isso que vai acontecer durante este ano.

2019 deverá ser, essencialmente, o ano de apresentação, de demonstração do que as fabricantes conseguem fazer, mas os poucos (ou mesmo nenhuns) deverão chegar ao mercado, pois há ainda vários pontos muito importantes para corrigir antes de se poder produzir um produto em massa e para os consumidores.

Primeiro, a durabilidade do produto. Até que ponto um produto que obriga um ecrã a dobrar-se dezenas (se não centenas) de vezes por dia terá a durabilidade indicada? Depois vem, obviamente, o facto que mais me foquei no início deste artigo, a ergonomia.

É que um produto com um ecrã maior, ou mesmo dois ecrãs, terá de ter uma bateria bem maior para aguentar, pelo menos, um dia de bateria e isso poderá tornar o equipamento demasiado grande, o grande erro do Royole e o grande motivo porque não deverá ser um grande sucesso.

Aliar um bom design, uma bateria duradoura e uma boa ergonomia é o grande desafio das fabricantes neste novo segmento de mercado e deverá demorar algum tempo a ficar limado, por isso 2020 parece-me ser a data mais sensata para começarmos a ver estes produtos no mercado.

Há ainda um factor que temos de pensar e que pouco se tem falado: o preço. É verdade que com a chegada do 5G, já contamos que os primeiros modelos “batam” records de preços dos smartphones de topo, atingindo os 1500€, mais ou menos, mas se o 5G vai aumentar os preços, então o que vai acontecer com os smartphones dobráveis?

Este é outro desafio que as fabricantes têm de ter muita atenção, pois a produção de ecrãs dobráveis não será barato e apenas o fabrico em massa poderá colocar os preços em valores mais acessíveis e, mesmo assim, não conto em ver equipamentos dobráveis a menos de 2.000€.

Sabemos que há mercado para tudo e certamente que haverá quem compre, mas num país em que o ordenado mínimo é de 600€, o simples facto de falarmos de um smartphones custar 2.000€ (e parecer normal) é preocupante.

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