Olhos permitem desbloqueio de telefones mais seguro

Utilizar a íris para desbloquear o seu smartphone ou para fazer pagamentos, o que lhe parece? Se gosta desta ideia, parece que a tecnologia está a evoluir a seu favor!

Para Sy Choudhury, responsável pela segurança e aprendizagem de máquinas da empresa Qualcomm, referiu recentemente que a utilização da tecnologia biométrica aliada à íris humana poderá ser, num futuro próximo, tão comum como a já existente tecnologia de leitura de impressões digitais ou de controlo por voz.

Esta nova abordagem à biométrica foi já implementada no mais recente smartphone da Samsung, o Note 7. No entanto a saída do mercado do telefone de forma precoce não permitiu a devida afirmação desta tecnologia. A Apple planeia oferecer leitura da íris no iPhone que surgirá em 2018.

Este tipo de abordagem a nível de segurança nos smartphones tem-se revelado imperativa dados os recentes acontecimentos de acesso indevido a dados pessoais nos equipamentos móveis. A esperança é “fazer impressões de olho de suficientemente de usar para que as passwords se tornem numa coisa do passado”, disse Choudhury numa entrevista. O processador Snapdragon 820, já permite a sua implementação, daí o envolvimento da Qualcomm.

A suportar os esforços da Qualcomm surgem também nomes conhecidos como a MasterCard, Visa e PayPal que pretendem este tipo de tecnologia implementada para tornar as transações ainda mais seguras.

A utilização da leitura da íris funciona através de um scan feito pela câmara frontal do smartphone. A informação captada é depois guardada numa parte segura do equipamento funcionando a leitura como uma password mais segura.

No entanto, esta tecnologia necessita de aperfeiçoamentos uma vez que, a câmara frontal utiliza infravermelhos. Nas leituras podem surgir obstáculos, como óculos ou cabelos, comprometendo assim a leitura da íris e consequente falha no mecanismo a ser utilizado (desbloqueio de ecrã ou pagamentos).

Talvez a solução a optar seja o desbloqueio baseado em leitura de impressão digital numa primeira camada e depois, para operações mais complexas que careçam de maior segurança, utilizar então a leitura da íris.

Vamos ficando à espera de novas informações sobre esta inovadora tecnologia ou até quem sabe pelo lançamento de um equipamento que a possua.

Fonte: CNet

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