O Twitter cedeu, e vai começar a banir “discurso desumanizante”
O Twitter tem sido das companhias que mais tem resistido a restringir discursos na sua plataforma, incluindo discursos de ódio e até expressamente nazis. Agora, a empresa anunciou que irá expandir as suas regras em relação a conduta e discurso de ódio e começará a eliminar “discurso desumanizante” da sua plataforma.
Esta expansão foi anunciada no blog da empresa. Na publicação, dois executivos do Twitter (Del Harvey e Vijaya Gadde) escreveram que “discurso desumanizante” será excluído, entendo por este termo discursos que “desumanizem outros com base na sua pertença a um grupo identificável, mesmo quando o material não contem um alvo concreto”. É uma definição que com certeza levantará polémica e discussão entre os utilizadores da plataforma.
A definição concreta de desumanização apresentada pelo Twitter
É desta forma que o Twitter define o seu conceito de “desumanização”:
“Linguagem que trate os outros como menos que humanos. Desumanização pode acontecer quando é negada a natureza humana dos outros (desumanização mecanística). Exemplos podem incluir comparações de grupos com animais e virus (animalística) ou redução de grupos à sua genitália (mecanística).”
Qual é a grande diferença em relação à política actual do Twitter?
Em conversa com a Gizmodo, o Twitter clarificou o que vai mudar na plataforma. “A grande mudança quando a nova política for implementada será que incluirá conteúdo sem alvo. Previamente, sob a nossa politica de conduta, caso fosse alguém @mencionado ou especificado um indivíduo, seria uma violação,” referiu a pessoa. “Com a política expandida, ‘o grupo X é um virus’ será uma violação.”
A política será implementada com fiscalização de algoritmos e humanos
Para fiscalizar e impor a nova política, o Twitter irá recorrer a uma mistura entre algoritmos e humanos. Ou seja, de forma automatizada, os algoritmos do Twitter irão procurar conteúdo que se enquadre naquilo que foi agora definido enquanto discurso desumanizante. Porém, também existirão equipas de moderação humanas, que poderão ver e rever casos com “inteligência humana”.
Fonte: Gizmodo





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