O HoloLens para uso militar

A Microsoft esteve esteve envolvido numa polémica, após fechar um acordo de um valor aproximado a US$ 478 milhões com o exército, em que se comprometeu a adaptar o HoloLens2 para o campo de batalha. Um repórter da CNBC experimentou um dos dispositivos e revelou detalhes da sua experiência.

A versão militar do HoloLens2 em relação ao design do IVAS (Integrated Visual Augmentation System), não difere muito da versão comercial. A única diferença entre as duas versões é a câmara térmica FLIR incorporada para uso militar. O exército irá receber cerca de 100 mil unidades de HoloLens2 para serem usados em missões oficiais e treinamentos.

O jornalista da CNBC revelou a demonstração um pouco estranha devido ao facto do dispositivo ter a necessidade de ser reiniciado várias vezes, mas apesar disso, conseguiu analisar o proveito que os militares irão ter com esta tecnologia.

O interface é idêntico ao de jogos de ação, como se estivesse a jogar na primeira pessoa. O jornalista disse que estava a sentir-se familiarizado visto jogar este tipo de jogos com muita frequência. O equipamento tem elementos semelhantes aos utilizados em jogos como o Call of Duty. A diferença está na câmara térmica que permite a visualização através do escuro e de fumo.

A utilização do equipamento tem o propósito de melhorar a experiência em treinamento, e em conjunto com outros dispositivos que poderão fornecer dados do soldado como os seus batimentos cardíacos e ajudar na pontaria, torna-se num bom aliado. Segundo os militares o senão é que a versão atual não é muito ideal para usar com os capacetes, sendo muito grandes, com a esperança de que para breve, o tamanho seja reduzido para um formato como uns simples óculos de sol.

A polémica que referimos no início, deve-se ao facto de cerca de 50 colaboradores da Microsoft assinar uma carta a exigir o cancelamento do acordo com os militares. Documento esse que veio a público e que criticava o uso de tecnologia de realidade virtual no campo de batalha, distanciando assim o soldado da prática sombria da guerra, e torná-la mais próxima dos jogos, alegando não se terem candidatado a cargos de desenvolvimento de armas e que por essa razão têm o poder de decidir a finalidade dos seus projetos. Mas contrariando a vontade dos seus colaboradores, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, defendeu o acordo com os militares dizendo numa entrevista para o CNN: “Decidimos que não iremos restringir a nossa tecnologia de instituições democráticas que protegem a nossa liberdade.”

Fonte: CNBC

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