Novo processo para a longa lista de processos da Epic por causa de Fortnite

A desenvolvedora da Fortnite, Epic Games, está sendo processada por uma ação de dança de saxofone. Sim, novamente outro processo vai para a conta do Fortnite. Esse é o processo mais recente em uma longa linha aberta contra a Epic Games.

E com isso o jogo está rapidamente se tornando um dos mais litigiosos do setor graças ao uso de movimentos de dança e emoticons. E apesar de tudo, as danças e emoticons são a cara do jogo. Pena que alguns deles são baseados em algum artista famoso que não gosta de ser copiado.

O processo da vez

Dessa vez, a Epic games terá que lidar com uma ação que foi movida pelo saxofonista Leo Pellegrino da banda Too Many Zooz. Este saxofonista está reivindicando o jogo injustamente incorporado seus movimentos marca de dança em sua “Telefone It In” emote.

Curiosamente, enquanto os processos anteriores centraram-se em torno de reivindicações de direitos autorais, a afirmação de Pellegrino concentra-se na apropriação indevida de sua identidade.

Seu processo acusa a Epic Games de “conduta ultrajante e indesculpável” ao replicar a semelhança de Pellegrino sem permissão e afirma que a empresa está lucrando injustamente com seu “trabalho árduo e fama suada”.

Um porta-voz da Pierce Bainbridge Beck Price & Hecht LLP, a firma de advocacia que representa Pellegrino, declarou:

“Não há nenhum outro saxofonista que se mova como Leo P. e sem dúvida que a Epic procurou explorar sua imagem e assinatura para obter lucro em Fortnite. Enquanto a Fortnite começou recentemente a trabalhar com talentos como Marshmello e Weezer, implicitamente reconhecendo a importância de licenciamento de propriedade intelectual que deseja usar, ele continuou a ignorar os direitos de um bando de artistas que copia descaradamente, incluindo Leo P. “

A culpa da Epic

Bem, não podemos dizer que a os processos não tem fundamento. Mas também não podemos dizer que estes processos tem uma forte base legal. Afinal, na maioria das vezes essas “marcas registradas” copiadas pela Epic para o fortnite, não são oficiais e muito menos registradas.

Enfim, apesar de tudo, utilizar algo que não tem patente registrada não tem muitas consequências. Mas enfim, todos nós sabemos que quando o assunto envolve dinheiro, até cego passa a enxergar.

Mas uma coisa temos que dizer, o escritório de advocacia tem razão, já que é meio hipócrita da Epic Games colaborar adequadamente com artistas como Weezer e Marshmello enquanto aparentemente arrancava o conteúdo de outros, talvez pessoas menos conhecidas.

Curiosamente, Pierce Bainbridge é o mesmo escritório de advocacia que representou Alfonso Ribeiro, 2 Milly, Kid Kid e Orange Shirt Kid, mas uma mudança recente na lei de direitos autorais dos EUA viu suas ações caírem.

Parece que o escritório de advocacia mudou as táticas com o processo de Pellegrino, mudando o foco de uma reivindicação de direitos autorais para uma de apropriação indevida de semelhança. E como é de praxe, temos que ver o que acontecerá com este processo.

Mas a tendência não parece muito boa para ele.

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