Novo iPad Air M4 chegou: Vale a pena o upgrade em 2026?
A Apple acaba de sacudir o mercado de tablets com o lançamento do novo iPad Air equipado com o chip M4. Num evento que muitos esperavam ser apenas uma atualização incremental, a gigante de Cupertino decidiu colocar “toda a carne no assador”, trazendo para a linha Air um desempenho que, até há pouco tempo, era exclusivo do modelo Pro.
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Mas será que esta potência bruta justifica o investimento, ou é apenas marketing de Silicon Valley?
Como blogger de tecnologia, acompanhei de perto esta evolução e há algo que salta imediatamente à vista: o iPad Air deixou de ser o “irmão do meio” negligenciado para se tornar, possivelmente, na melhor proposta de valor de todo o catálogo da Apple.
Performance com Chip M4: Um Salto Geracional Real
O coração desta máquina é o processador M4. Se vem de um iPad Air com M1, prepare-se para um choque: este novo modelo é 2.3 vezes mais rápido. Para quem trabalha em edição de vídeo no LumaFusion ou composição fotográfica no Pixelmator Pro, a diferença não é apenas teórica; é a diferença entre esperar por uma renderização ou tê-la pronta no imediato.
A Apple não se ficou pelo processador. A memória unificada subiu 50%, atingindo agora os 12GB, com uma largura de banda de 120GB/s. No uso diário, isto traduz-se numa capacidade de multitarefa sem soluços, onde as apps não fecham em segundo plano quando saltamos entre o Safari e o Final Cut Pro.
O Ray Tracing e o Gaming de Consola
Graças à GPU de 9 núcleos, o iPad Air suporta agora mesh shading e ray tracing acelerados por hardware. Isto significa que os jogos de próxima geração apresentam reflexos e iluminação que antes só víamos na PlayStation 5 ou Xbox Series X. É uma experiência visualmente estonteante num dispositivo que pesa menos de meio quilo.
Inteligência Artificial e o Neural Engine
A palavra de ordem em 2026 é IA. O novo iPad Air foi desenhado em torno do Neural Engine de 16 núcleos, que é três vezes mais rápido do que o da geração M1. Isto não serve apenas para “truques” de fotografia; serve para produtividade real.
- Apple Creator Studio: Remoção de fundos em vídeo num instante.
- Transcrição em Tempo Real: Ideal para estudantes que precisam de passar aulas gravadas para texto sem esforço.
- Apple Intelligence: Uma integração profunda no sistema que antecipa as suas necessidades sem comprometer a privacidade.
Conectividade: N1, C1X e o Wi-Fi 7
Pela primeira vez, a Apple introduziu os seus chips de rede proprietários, o N1 e o C1X, no iPad Air. O que é que isto significa para o utilizador comum? Conexões mais estáveis e rápidas.
Com o suporte para Wi-Fi 7, a latência em videochamadas ou jogos online desaparece quase por completo. Nos modelos Cellular, o modem C1X oferece velocidades 50% superiores, consumindo 30% menos energia. Se trabalha em movimento, este é o iPad que não o vai deixar pendurado.
iPadOS 26: A Interface que Precisávamos?
O hardware é incrível, mas o software é quem manda. O iPadOS 26 introduz o Liquid Glass, um design visualmente deslumbrante que reage ao toque de forma dinâmica. Mas as grandes novidades são funcionais:
- Novo Sistema de Janelas: Gerir várias apps no ecrã é intuitivo e fluido.
- Ficheiros Renovado: Com pastas no Dock e uma visualização em lista melhorada, o iPad aproxima-se cada vez mais da versatilidade de um Mac.
- App Preview: Uma ferramenta dedicada para sketches rápidos e edição de PDFs que faz uso pleno do Apple Pencil Pro.
Acessórios: Apple Pencil Pro e Magic Keyboard
Não se pode falar de iPad sem falar de acessórios. O suporte para o Apple Pencil Pro abre portas a funcionalidades como o squeeze (apertar) e o barrel roll (rodar o lápis), transformando o tablet numa tela digital de elite. Já o Magic Keyboard, com a sua dobradiça de alumínio e trackpad de precisão, continua a ser o melhor companheiro para quem quer substituir o portátil de vez.
Som e Imagem: O “Novos” som
Embora o foco tenha sido o tablet, a experiência sonora foi refinada. Os altifalantes estéreo em modo paisagem no modelo de 13 polegadas oferecem agora uma presença de graves muito superior. Quando emparelhado com os auriculares da Apple, o Áudio Espacial atinge um novo patamar de fidelidade, tirando partido do novo processamento de áudio do chip M4.
Preços e Sustentabilidade
A melhor notícia? A Apple manteve os preços de entrada: 679€ para o modelo de 11 polegadas e 879€ para o de 13 polegadas. Num mundo onde tudo aumenta de preço, este valor por um chip M4 é, francamente, imbatível.
Em termos ambientais, o dispositivo é feito com 30% de conteúdo reciclado e alumínio 100% reciclado na estrutura. É a prova de que a alta tecnologia não tem de ser inimiga do planeta.
iPad Air vale a pena?
Se tem um iPad Air com M2 ou M3, o salto pode não ser obrigatório, a menos que precise das novas funções de IA ou do ecrã de 13 polegadas. No entanto, se ainda usa um modelo com M1 ou anterior, o upgrade para o M4 é transformador. É um salto de gigante na fluidez, na conectividade e, acima de tudo, na longevidade do dispositivo.
O iPad Air M4 é, neste momento, o ponto de equilíbrio perfeito: tem a potência do Pro, mas o preço que a maioria das pessoas pode pagar.






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