Novas placas gráficas da Intel com recursos anti-virus

18 de Abril de 2018
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Longe parecem ir os tempos conturbados da Intel, tempos em que a gigante do fabrico de chips se via a braços com defeitos que permitiam que alguns programas acedessem a partes protegidas da memória dos computadores, destinados, por exemplo, a proteger palavras-passe. O bug era descrito como dando acesso a zonas protegidas de memória do Kernel, o que poderia levar a que qualquer aplicação possa ter acesso ao conteúdo de outra, revelando informação sensível. Era de tal forma grave que, segundo era descrito, é possível a uma máquina virtual ter acesso a dados de outra máquina virtual a correr no mesmo sistema operativo.

Mas, dizia, longe parecem ir os tempos turbulentos em que a imagem impoluta construída pela Intel era afectada por um escândalo ainda sem dimensão exacta. A companhia procura respirar à tona e acaba de anunciar que vai permitir que programas antivírus utilizem as placas de vídeo integradas da empresa para ajudar a detectar malware nos PCs. A mudança pode melhorar a performance e economizar consumo de energia em computadores.

De acordo com o que revela o portal The Verge, atualmente, programas antivírus usam a CPU do computador para correr tarefas em segundo plano com o objetivo de detectar aplicações maliciosas ou qualquer atividade suspeita na máquina. Isso, obviamente, consome recursos que podem deixá-la mais lenta.

A ideia da Intel é que, ao menos, uma parte deste trabalho seja movido da central de processamento para a área do processamento gráfico. Placas de vídeo integradas ficam paradas na maior parte do tempo em PCs comuns, já que tarefas gráficas mais pesadas normalmente são executadas em placas de vídeo dedicadas.

Segundo Rick Echevarria, vice-presidente de segurança de plataforma da Intel, testes preliminares mostraram que transferir a atividade de um antivírus para a placa de vídeo reduz o uso do CPU de 20% do total para apenas 2%, com impacto também no consumo de energia.

Chamado de TDT (“Threat Detection Technology”, ou “Tecnologia de Detecção de Ameaça”, em português), o novo sistema será disponibilizado para chipsets Intel Core de sexta, sétima e oitava geração através de atualizações de firmware em breve.
O primeiro antivírus a usar a novidade será o Windows Defender, programa de proteção nativo do Windows 10. O software vai começar a usar a GPU integrada dos PCs para encontrar vírus a partir já deste mês. A Intel diz que está em busca de parcerias com outras empresas de segurança para aproveitar o TDT em mais programas.

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