Nothing OS 4.0 estável já disponível; Phone 3 recebe primeiro
Depois de uma longa fase pública de testes, a Nothing começou a distribuir a versão estável do Nothing OS 4.0, já assente no Android 16. O arranque faz-se com o Phone (3), que recebe a compilação B4.0-251117-1909.
Neste artigo encontras:
- Inteligência prática e mais controlo do que aparece no ecrã
- Playground e Essential Apps: a comunidade no centro
- Visual polido: mais escuro, mais claro e mais Nothing
- Glyph renasce com utilidade real no quotidiano
- Dicas para instalar sem sobressaltos
- Calendário de distribuição: quem recebe a seguir?
- Vale a pena atualizar já?
Quem vinha da open beta só vê um pacote com cerca de 700 MB; para restantes utilizadores, o download ronda os 3 GB. Como é habitual, a atualização é faseada: se ainda não apareceu no seu telemóvel, espreite em Definições > Sistema > Atualizações do sistema e tente novamente nas próximas horas ou dias.
Inteligência prática e mais controlo do que aparece no ecrã
A grande bandeira do Nothing OS 4.0 é a forma como dá visibilidade ao uso de IA e como devolve ao utilizador o controlo sobre o que vê e quando vê. Existe agora um painel dedicado ao consumo de modelos de IA, pensado para a Essential Space, que regista quando e como as funcionalidades inteligentes são chamadas. É um passo interessante para quem se preocupa com transparência e privacidade, e um bom exemplo de como a marca tenta explicar “o que a IA está a fazer” no seu dispositivo.
No dia a dia, há pequenas mudanças que contam. Pode esconder aplicações diretamente do ecrã principal e da gaveta, gerir o âmbito de pesquisa na gaveta de apps para ter resultados mais cirúrgicos e redimensionar widgets como Meteorologia, Passos e Tempo de Ecrã com novas opções. Os mosaicos de Definições Rápidas ganham suporte generalizado para 2×2, o que ajuda a construir painéis mais compactos. O modo “pop‑up view” evolui para permitir dois ícones flutuantes e a atualização do sistema passa a otimizar apps para arranques mais rápidos, poupando segundos sempre que abre as suas favoritas.
Playground e Essential Apps: a comunidade no centro
A Nothing abre uma nova porta com o Playground (em alfa): um espaço para descarregar criações da comunidade, desde Essential Apps com toques de IA a “brinquedos” para os LEDs traseiros (Glyph Toys), perfis de equalização ou predefinições de câmara. A ideia é simples e promissora: aproximar o sistema do que os utilizadores mais criativos já fazem, evitando gambiarras e reunindo tudo num local curado. As Essential Apps (também em alfa) refletem esta visão — pequenas utilidades que combinam eficiência e inteligência, sem sobrecarregar o sistema.
Visual polido: mais escuro, mais claro e mais Nothing
A interface recebeu uma camada de verniz. Os ícones das apps da Nothing foram redesenhados, os ícones da barra de estado estão mais legíveis e a página de código no ecrã de bloqueio ganhou um desfoque que melhora a privacidade em espaços públicos.
Há dois novos mostradores de relógio para o bloqueio e, para quem prefere noites verdadeiramente escuras, surge o Extra dark mode, uma variação do tema escuro que aprofunda tons e reduz brilho em áreas sensíveis. As animações também foram retocadas para maior fluidez — mudanças subtis que, no conjunto, fazem a navegação parecer mais coesa.
Glyph renasce com utilidade real no quotidiano
Os LEDs traseiros continuam a ser a “cara” da Nothing e, nesta versão, deixam de ser apenas um truque visual. O Flip to Glyph é mais personalizável, permitindo escolher se o telefone passa para Silencioso ou Vibração quando o vira. Os Glyph Toys deixam de depender de “time-out” e podem ser ativados com esse gesto, e há detalhes inteligentes: ao estar ligado ao carregador, um abanão rápido mostra o estado de carregamento nos LEDs; o modo “Essential Notifications only” explica melhor o que filtra, para não haver dúvidas sobre chamadas.
Regressam dois clássicos pedidos pela comunidade. O Glyph Progress volta, agora apoiado nas notificações Live Update do Android 16, o que o torna mais compatível com apps de terceiros para mostrar progresso de viagens, entregas ou downloads nos LEDs. O Glyph Timer reaparece com animação renovada e pode ser adicionado aos mosaicos rápidos. Há ainda novidades curiosas, como o brinquedo Fases da Lua, um atalho direto para criações da comunidade no Playground a partir da página de gestão de Glyph Toys, e o Glyph Mirror a guardar também uma foto ao estilo “matrix”. Para evitar incidentes, a interface Glyph desliga-se temporariamente quando o telefone está no bolso.
Dicas para instalar sem sobressaltos
Antes de qualquer grande atualização, faça uma cópia de segurança dos seus dados. Garanta pelo menos 50% de bateria (idealmente, mantenha-o ligado ao carregador) e espaço livre suficiente para os ficheiros temporários. Depois de atualizar, é normal notar um aquecimento acima do habitual e uma drenagem de bateria mais acentuada nas primeiras horas ou dias: são as otimizações em segundo plano a fazer o seu trabalho. Deixe o sistema “assentar” e evite tirar conclusões precipitadas nas primeiras 24–48 horas.
Se veio da beta pública, a migração é rápida graças ao pacote incremental. Para quem chega da versão estável anterior, reserve algum tempo para o download completo, que pode rondar os 3 GB, dependendo da região e do servidor.
Calendário de distribuição: quem recebe a seguir?
A Nothing não detalhou datas exatas, mas confirmou que os restantes smartphones serão atualizados ao longo das próximas semanas. Os modelos CMF estão apontados para receber o Nothing OS 4.0 até ao final do ano. Já o Phone (3a) Lite deverá ser contemplado no início do próximo ano. Sendo um lançamento faseado, a disponibilidade pode variar por país e operadora.
Vale a pena atualizar já?
Se tem um Phone (3), a resposta tende a ser sim. O ganho de polimento visual, as melhorias de desempenho, a gestão de IA mais transparente e, sobretudo, a maturidade do ecossistema Glyph tornam a experiência mais completa. O novo Playground e as Essential Apps (ainda em alfa) mostram o caminho: um sistema leve, mas com espaço para a comunidade inovar. Para quem detesta surpresas, a recomendação é clássica: aguarde alguns dias, leia feedback de outros utilizadores e avance quando se sentir confortável.
No cômputo geral, o Nothing OS 4.0 não é apenas “mais um” update de versão: é um passo consistente para tornar a identidade da marca mais útil, mantendo a estética minimalista e a leveza que a distinguem no universo Android.
Fonte: Gizmochina





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