Nothing Headphone (1) Pro aposta em som de estúdio
Três controladores por ouvido, afinação de um estúdio profissional e cancelamento de ruído com 10 microfones. É assim que a Nothing quer diferenciar os novos Headphone (1) Pro num mercado já cheio de auscultadores premium.
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O modelo custa 399 dólares — cerca de 340 euros numa conversão aproximada, antes de impostos e custos de importação — e foi pensado tanto para ouvir música durante as deslocações como para trabalhar com áudio.

Nothing Headphone (1) Pro: três controladores em cada lado
A principal novidade está no sistema de som. Em vez de um único controlador dinâmico por auscultador, os Headphone (1) Pro utilizam três elementos separados para distribuir as diferentes frequências.
- Um controlador dinâmico de 40 mm dedicado aos graves;
- Um controlador de precisão para vozes, pianos e guitarras;
- Um controlador de agudos com tecnologia xMEMS.
Na prática, esta arquitetura pode ajudar a separar melhor os instrumentos e a reduzir a mistura excessiva entre graves, médios e agudos. A Nothing promete também maior nitidez em sons rápidos, como pratos de bateria ou efeitos eletrónicos.
Afinação feita com o Metropolis Studios
Para reforçar a aposta no áudio profissional, a Nothing trabalhou com o Metropolis Studios, conhecido pelos seus trabalhos de gravação e mistura.
Os auscultadores incluem um modo de equalização plana, ativado através de um botão físico. Esta configuração é especialmente útil para quem prefere ouvir o som sem alterações marcadas enquanto produz ou avalia uma faixa.
Há ainda cinco perfis de áudio personalizados. Entre eles está o modo “Studio B”, que tenta reproduzir a sensação espacial da sala de mistura do Metropolis, além de opções inspiradas em ambientes como salas de concertos e clubes.
Design transparente e construção mais resistente
Visualmente, os Headphone (1) Pro mantêm a linguagem transparente da marca. Dois painéis de vidro Panda 9H deixam ver parte da tecnologia no interior dos auscultadores.
A Nothing afirma que o vidro é resistente a riscos e a impactos. Segundo a empresa, o componente foi submetido a testes de queda superiores a um metro. Existe ainda uma película plástica que ajuda a manter a estrutura funcional mesmo perante uma eventual quebra.
A construção combina alumínio com detalhes em titânio. O modelo é dois gramas mais leve do que os Headphone (1), tem uma faixa superior mais larga e almofadas mais espessas, destinadas a melhorar o conforto em utilizações prolongadas.
Cancelamento de ruído com 10 microfones
O cancelamento ativo de ruído é outro dos pontos fortes anunciados pela Nothing. Os Headphone (1) Pro usam 10 microfones para detetar e filtrar os sons do ambiente, uma configuração que a marca considera a mais avançada que já colocou num produto deste tipo.
Para quem viaja diariamente, a tecnologia poderá fazer diferença em comboios, aviões ou ruas movimentadas. Ainda assim, o desempenho real dependerá do ajuste das almofadas e das condições de utilização.
Bateria maior, mas sem dobradiças
Com o cancelamento de ruído desligado, a autonomia anunciada chega às 68 horas. É um valor inferior às 80 horas do Headphone (1) original, mas continua a colocar o novo modelo entre os auscultadores com maior duração.
Os Headphone (1) Pro incluem ligação Bluetooth, suporte para áudio de alta resolução, USB-C e uma entrada de 3,5 mm. Esta última permite utilizá-los com equipamento de áudio tradicional ou em sessões de produção musical.
Há, contudo, duas limitações a considerar: a certificação IP52 oferece apenas proteção moderada contra pó e água, e os auscultadores não dobram. A Nothing inclui um estojo de transporte rígido, com um formato pouco convencional, para os proteger.
Preço e disponibilidade dos Headphone (1) Pro
Os Nothing Headphone (1) Pro chegam ao mercado norte-americano por 399 dólares, mais 100 dólares do que os Headphone (1). A venda está prevista para 29 de setembro através da loja da Nothing, da Amazon e das lojas Best Buy nos Estados Unidos.
A marca ainda não revelou um preço específico nem uma data de lançamento para Portugal. O novo modelo posiciona-se, assim, como uma tentativa clara de levar funcionalidades associadas a estúdios profissionais para um produto também pensado para o uso diário.
Fonte: WIRED



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