Nos EUA, há quem queira tornar os “jogos violentos” mais caros

 

Robert Nardolillo, representante do estado de Rhode Island, avançou com a ideia “inovadora” de taxar os jogos conforme o seu nível de violência. A ideia é publicada num comunicado do estado controlado pelo partido Republicano.

Este comunicado surge num ambiente politico e social extremamente tenso nos Estados Unidos da América. Depois do último tiroteio numa escola, desta vez na Florida, o debate público sobre o tema da violência com armas está novamente a marcar a agenda mediática do país. Diversos sectores da sociedade tem avançado com as suas opiniões em relação às causas e às possíveis soluções para travar a vaga de tiroteios que não tem parado de se acumular nos últimos anos neste país.

A maioria dos analistas considera que o número de armas e a facilidade de acesso às mesmas são dos principais factores explicativos para esta onda de tiroteios. Porém, há quem tenha uma opinião diferente em relação à tese de que o problema está nas armas. No mesmo contexto em que sugeriu armar os professores do país, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que a violência nos videojogos e nos filmes são um factor explicativo para a onda de tiroteios escolares que assola os EUA.

O pequeno estado de Rhode Island decidiu transformar esta opinião num projecto legislativo e propõe uma taxa de 10% para jogos que apresentem níveis altos de violência. A proposta é reverter o dinheiro deste imposto para investimento público em saúde mental.

Imagem: Paul Sakuma

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