Nintendo Switch já está à venda: Primeiras impressões

A partir de hoje temos uma nova consola no mercado. Mas será que é uma concorrência séria à Playstation 4 e à Xbox One? Nem sequer é esse o objetivo da Nintendo e acho que nunca foi. A Nintendo Switch mostra um conceito diferente e quer tornar a nossa consola de casa mais portátil. Estará no caminho certo?

Nintendo Switch: Primeiras Impressões
Nintendo Switch: Especificações

A Nintendo Switch chega hoje às lojas de retalho e após uma pequena pesquisa no site da Fnac, ainda nos é indicado que pode recolher a consola no Colombo, o que quer dizer que, felizmente para os interessados, ainda há stock disponível, portanto é melhor não relaxar. É que o fim-de-semana vem aí e a procura não vai parar nestes primeiras dias.

Porquê? Porque, a verdade, é que a consola é mesmo interessante e tem o conceito promissor que muitos dos grandes jogadores sempre sonharam: ter a nossa consola de casa portátil e podermos jogar os jogos que muito gostamos em qualquer lado, em vez das atuais consolas portáteis que estão longe da qualidade que os gamers querem.

Mas se pensa que a Nintendo Switch tem como objetivo substituir as várias consolas da empresa, a resposta é não. A Nintendo Switch vem substituir a Wii U (que já foi descontinuada), mas as consolas portáteis Nintendo DS são um sucesso de vendas e a fabricante japonesa não vai abdicar de tudo para apostar neste novo conceito.

Primeiras Impressões da Nintendo Switch

A Nintendo Switch chega hoje aos mercados, mas a convite da Nintendo Portugal já tive a oportunidade de experimentar a nova consola japonesa e devo admitir que gostei imenso.

Não muito grande, com um bom design que fica bem ao pé da televisão lá de casa e tem a opção de cor cinza ou mais colorida, sendo que gostei bastante da extravagância da Nintendo com os Joy-Con de cor azul e vermelho. Um bonito toque, mas que nem todos irão gostar.

fiquei muito impressionado com a qualidade e o desempenho dos comandos Joy-Con.

Tivemos a oportunidade de testar vários jogos, como alguns do 1-2 Switch, Super Mario Kart, Splatoon 2, entre outros e ficamos satisfeitos e impressionados com o que a Nintendo Switch consegue. Aliás, o jogo que mais me impressionou foi o Splatoon 2.

Primeiro foi um jogo de quatro contra quatro, o que logo à partida já é interessante, sendo que variamos de um forma de consola e televisão, para o jogo só na consola com a mobilidade que se quer. Em ambos os modelos foi muito interessante e o jogo em si é diferente do que os “não-fãs” da Nintendo se têm habituado. Um jogo muito colorido, onde o objetivo do mesmo não é, sequer, matar os adversários, mas sim pintar o maior espaço possível com a cor da sua equipa. Até o conceito do jogo é diferente e isso atraiu-me bastante.

Também experimentei o Mario Kart e esse já é um jogo icónico com uma experiência única. Tivemos outros jogos para experimentar, como Sonic, mas há dois que é impossível não falar, o 1-2 Switch e o Zelda.

O 1-2 Switch é um jogo que nos faz lembrar a Nintendo Wii, com uma vertente mais familiar, mas neste caso utilizando um comando tão pequeno como o Joy-Con. Aliás, é nestes jogos que conseguimos perceber como os comandos Joy-Con são preciss e têm uma tecnologia muito avançada. Há variados mini-jogos como um tiroteio ao estilo Faroeste (Quick Draw), combate de espadas , tirar leite de uma vaca (Milk), contar bolas dentro de uma caixa (Count Balls), entre outros. Segue-se um vídeo de 18 dos 28 mini-jogos do 1-2 Switch.

Estes três jogos demonstram a qualidade dos Joy-Con, com destaque para o Count Balls. Com este jogo temos de descobrir quantas bolas estão na caixa, apenas com a vibração do comando e é incrível quão perfeita é esta funcionalidade. Só mesmo experimentando para se perceber que os vários sensores do comando são incríveis, principalmente num comando tão pequeno.

Não há como deixa passar o grande Zelda, o grande destaque e que colocará a Nintendo Switch ao nível das outras consolas. Assim que comecei a jogar e passei algum tempo no jogo, este lembra-me os MMORPG’s, como o World of Warcraft, que joguei durante bastante tempo. O estilo é o mesmo, com gráficos do mais alto nível e seguindo a história do Zelda. Um jogo bem promissor e que se chegar ao modo online/multiplayer, poderá tornar o jogo num sucesso (ainda maior).

Foi durante o jogo do Zelda que experimentei a principal funcionalidade que a Nintendo se congratula, que é estar a jogar na consola e tirar o “tablet” da dock e continuar a jogar, o que correu muito bem e de forma excelente. Assim que retiramos a consola da dock, o jogo continua no tablet, tal e qual como estava. O conceito está aprovado e mesmo a redução da resolução não se nota, até porque passamos de um ecrã de televisão (normalmente superior a 40 polegadas) para um de 6,2 polegadas.

Portanto, não podia estar mais satisfeito com estas primeiras impressões da Nintendo Switch, mas fiquei muito impressionado com a qualidade e o desempenho dos comandos Joy-Con. Como é que um comando tão pequenino tem esta qualidade e todos estes sensores para conseguirmos sentir quantas bolas estão dentro da caixa.

Especificações da Nintendo Switch

A Nintendo não revelou os processadores que a consola utiliza, mas há outras informações importantes. O Ecrã tátil capacitivo é de 6,2 polegadas com resolução HD, no entanto a escolha por esta resolução tem como objetivo a poupança de bateria quando utilizamos a consola como tablet, já que num ecrã de 6,2 polegadas a resolução não é tão notória. Quando se utiliza a consola na dockstation, a resolução utilizada é Full HD.

A bateria terá uma duração entre 2h30 a seis horas, dependendo de vários fatores como qual o jogo utilizado e se utilizamos o ecrã tátil muitas vezes, no entanto a Nintendo Switch utiliza o cabo USB-C, o que permitirá carregar a consola através de uma powerbank.

A Nintendo afirma que o jogo The Legend of Zelda: Breath of the Wild poderá ser jogador por, aproximadamente, três horas.

Ainda devido à bateria, também o processamento será reduzido quando utilizado em tablet, já que com um ecrã HD também não será preciso tanto poder de processamento. Tudo com o objetivo de poupar a bateria e dar-lhe a maior duração possível.

Os comandos estão repletos de funcionalidades, pois incluem acelerómetro e sensores de movimentos. O comando esquerdo terá um botão de captura de imagem para partilhar diretamente nas redes sociais, enquanto o comando direito terá NFC para interação com figuras Amiibo e uma câmara de infravermelhos que deteta a distância que a mão está do comando, como até compreende se tem a mão em forma de pedra, papel ou tesoura.

Os comandos têm um sistema vibratório de grande qualidade, que a Nintendo apelida de HD, pois permitirá sensações subtis e muito realistas. A vibração é tão detalhada que será possível sentir a vibração de cubos de gelo individuais a colidirem dentro de um copo, ao agitar o comando.

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