A FIFA vai ter um novo jogo e é a Netflix que o vai editar A história recente do futebol virtual ganhou um novo capítulo: a FIFA vai regressar aos videojogos através de uma parceria com a Netflix. O projeto ainda não tem nome fechado, mas já há pistas suficientes para perceber que estamos perante uma aposta diferente do habitual pensada para o ecossistema Netflix e para ser jogada no televisor com o telemóvel a servir de comando.
Netflix entra em campo com a marca FIFA
Depois da separação entre a FIFA e a EA (o que deu origem ao atual EA Sports FC), a marca FIFA andou à procura de um novo caminho nos videojogos. A solução chega pela mão da Netflix, que nos últimos anos tem vindo a expandir o seu catálogo de jogos para além do mobile, testando também experiências no navegador e no próprio aplicativo de TV. O objetivo é claro: lançar um jogo de futebol com selo FIFA antes do pontapé de saída do Mundial de 2026.
Não há título oficial, mas a própria FIFA descreve a experiência como uma nova abordagem à simulação de futebol. Traduzindo: não esperamos um clone 1:1 dos jogos tradicionais de consola, mas algo pensado para o grande público que já usa Netflix no dia a dia. E, sim, o acesso estará reservado a quem tiver uma subscrição ativa do serviço.
Quem é a Delphi Interactive e por que isto importa
A produção e edição ficam a cargo da Delphi Interactive. O estúdio é relativamente novo e, segundo relatos, está também envolvido no desenvolvimento de 007 First Light, apontado para março de 2026 em PC, PS5, Xbox Series X|S e a próxima Switch da Nintendo. Para a FIFA e a Netflix, a Delphi representa a oportunidade de construir um jogo com ADN multiplataforma e com uma fase de desenvolvimento ajustada ao calendário do Mundial.
Estreia é sinónimo de risco, mas também de liberdade criativa. Ao contrário de estúdios ancorados a motores e fórmulas muito estabelecidas, uma equipa nova pode adaptar-se mais rápido às exigências técnicas de streaming e aos controlos por telemóvel.
Televisão na sala, telemóvel na mão: assim será o comando
A Netflix confirmou que o jogo poderá ser jogado na TV e que o telemóvel funcionará como comando. Quem já experimentou os testes de gaming no aplicativo de televisão da Netflix sabe que o pareamento é simples: abre-se a app, lê-se um código e o telemóvel torna-se num controlador por Wi‑Fi. A empresa até lançou uma app dedicada de “Game Controller” em iOS e Android para facilitar esse processo.
O que significa isto para um jogo de futebol? Provavelmente um esquema de controlos simplificado, com botões virtuais claros, zonas de deslize para drible e passes, e talvez gestos contextuais para remates e fintas. É expectável que a latência esteja otimizada para partidas locais e modos assíncronos (desafios, temporadas), com especial cuidado em qualquer vertente multijogador online.
Quando chega? Antes do apito inicial do Mundial 2026
O Mundial de 2026 arranca em junho, pelo que a janela de lançamento está definida: o jogo deverá ficar disponível antes ou muito perto desse período. É um timing perfeito para capitalizar a conversa global sobre seleções, estádios e a festa do futebol que se espalha por três países anfitriões. Para os subscritores, isto significa poder ligar a TV e entrar imediatamente num jogo temático, sem downloads tradicionais de dezenas de gigabytes.
O que esperar da jogabilidade e dos modos
Com o foco em acessibilidade e alcance massivo, há algumas apostas seguras: Modos rápidos de “pick-up and play” para sessões curtas. Temporadas temáticas e desafios ligados a eventos reais. Progressão leve com colecionáveis cosméticos e objetivos diários. Possível integração social (classificações com amigos, partilha de highlights).
Em termos de sensação em campo, a expressão “simulação reimaginada” sugere uma camada de realismo suficiente para agradar a quem gosta de tática e posicionamento, mas sem exigir a complexidade de um comando tradicional. O equilíbrio entre arcade e simulação será decisivo para a adesão.
Licenças e equipas: o que a parceria com a FIFA permite… e o que poderá ficar de fora
Importa recordar: a marca FIFA garante acesso à marca e, potencialmente, a conteúdos relacionados com a competição de seleções. No entanto, licenças de clubes, ligas e jogadores são negociações à parte. Historicamente, esses direitos passam por entidades como a FIFPRO e acordos bilaterais com ligas e clubes. Traduzindo: é bastante provável que o foco inicial esteja em seleções nacionais e em ambientes inspirados por grandes torneios. Se mais tarde surgirem clubes e ligas, será fruto de negociações adicionais.
Onde vai dar para jogar e quanto custa
A experiência será exclusiva da Netflix. A empresa tem dito, de forma consistente, que os seus jogos estão incluídos na subscrição, sem custos adicionais. O novo FIFA deverá seguir a mesma lógica, exigindo apenas que o utilizador tenha uma conta ativa. Quanto aos dispositivos, o cenário mais plausível inclui: Aplicativo de TV da Netflix, com o telemóvel como comando. Telemóveis e tablets, com controlos táteis. Possível acesso via navegador, dependendo da disponibilidade regional das funcionalidades de cloud gaming/testes da Netflix.
Fonte: Androidheadlines































