NASA vê recuperação da Blue Origin ganhar força
A Blue Origin ainda está a lidar com as consequências da falha no teste do foguetão New Glenn, mas a NASA já vê sinais claros de recuperação. A avaliação surge numa altura crítica, porque o regresso aos voos da empresa pode influenciar diretamente os planos lunares dos Estados Unidos.
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Segundo Jared Isaacman, responsável da NASA, o trabalho no local do acidente e a preparação para voltar a lançar têm avançado a um ritmo que considera muito positivo. E o interesse não é apenas da agência espacial: também a Força Espacial dos EUA está a acompanhar de perto os passos da empresa.

Porque é que o New Glenn é tão importante para a NASA
O New Glenn não é apenas mais um foguetão privado. A NASA conta com ele para lançar versões do módulo lunar da Blue Origin que deverão transportar carga para a superfície da Lua e, mais tarde, apoiar missões com astronautas.
Na prática, se o calendário do New Glenn derrapar demasiado, isso pode afetar missões científicas, operações logísticas e até partes do programa Artemis.
Explosão em maio mudou os planos
O problema aconteceu no final de maio, quando uma anomalia durante um teste destruiu a única plataforma operacional do New Glenn. O incidente obrigou a Blue Origin a rever o plano de regresso ao ativo e a acelerar soluções alternativas.
Apesar do impacto, a empresa não ficou parada. A prioridade passou a ser limpar a zona, investigar a origem da falha e preparar uma nova estratégia para voltar a voar.
Investigação aponta para a primeira fase
De acordo com a própria Blue Origin, os dados recolhidos pelas câmaras e sensores do foguetão estão a ajudar a identificar a causa do problema. A análise inicial aponta para a secção traseira da primeira fase.
Isto é relevante porque mostra que a empresa tem informação suficiente para corrigir o defeito sem começar do zero no desenvolvimento do veículo.
Blue Origin muda a forma de operar a plataforma
Um dos danos mais graves foi a destruição de infraestruturas críticas da base de lançamento, incluindo a torre de proteção e o sistema usado para transportar e erguer o foguetão.
Para ganhar tempo, a empresa optou por não reconstruir já a configuração anterior. Em vez disso, está a desenhar um processo mais rápido, com recurso a gruas para colocar o New Glenn na estrutura de lançamento.
O método é menos convencional, mas pode encurtar bastante os prazos. Primeiro, as duas fases do foguetão são posicionadas com ajuda de uma grua. Depois dos testes em solo, a carenagem da carga útil é instalada antes do lançamento.
Plano principal mantém-se, mas a NASA já olha para alternativas
Apesar do otimismo, a NASA não quer depender de um único cenário. O plano preferencial continua a ser lançar a missão lunar Endurance com o New Glenn, mas a agência já estuda outras opções caso a recuperação atrase.
Entre os possíveis substitutos estão o Falcon Heavy, da SpaceX, e o Vulcan, da United Launch Alliance. Ou seja, a Blue Origin continua na frente, mas já não corre sozinha.
O que está em jogo até 2027
Para já, a NASA diz que ainda há margem de manobra. A preocupação maior só deverá crescer se o regresso aos voos começar a deslizar para meados de 2027.
Se isso acontecer, o impacto pode chegar às missões lunares não tripuladas e também ao calendário da Artemis III. É por isso que a evolução da Blue Origin está a ser seguida quase dia a dia.
- O New Glenn é peça-chave para futuras missões lunares
- A NASA elogia o ritmo de recuperação da Blue Origin
- A empresa está a adaptar a plataforma para regressar mais depressa
- Falcon Heavy e Vulcan surgem como alternativas de segurança
Fonte: Arstechnica




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