NASA revela o seu recente plano para defender a Terra de asteróides
Recentemente, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço norte-americana atualizou os seus planos de como lidar com um cenário apocalíptico de asteróides em rota de colisão com a Terra.
Animação do conceito desenvolvido pela NASA
Neste sentido, a NASA revelou o seu projeto de proteger a Terra e prevenir uma possível ameaça de uma catástrofe provocada por um objeto próximo da Terra (near-Earth object), através de cinco metas-chave, incluindo, a precisão na detecção e a modelagem aprimorada.
“Um impacto provocado por um asteróide é um dos possíveis cenários para os quais temos de estar preparados”, disse Leviticus Lewis, chefe do departamento de emergência norte-americano FEMA, que trabalhou em conjunto com a NASA.
O mundo necessita de formas mais eficazes de localizar os asteróides e reconduzi-los para fora da nossa rota, afirma um dos mais importantes militares dos Estado Unidos da América. Levaria anos para construir naves e peritos capazes de mover um asteróide do nosso caminho. Contudo, esta antecipação, ajudaria pelo menos na evacuação, afirma o relatório.
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“A nação possui já capacidade suficiente a nível científico, técnico e operacional que é relevante para a prevenção de impactos por parte de asteróides” revela Lindley Johnson, uma das oficiais de defesa planetária da NASA.
Tecnologia atualmente em uso pela NASA
Telescópios terrestres são bons a captar imagens ampliadas de asteróides que se dirigem ao sistema solar e se aproximam no período noturno da Terra, diz Johnson. O que é difícil de detetar são as rochas que passaram pelo Sol e pelo sistema solar, aproximando-se da Terra no período diurno.
Em 1908, um asteróide com cerca de 40 ou 60 metros de diâmetro, explodiu sobre Tunguska, na Rússica, varrendo cerca 2000 quilómetros quadrados de floresta. De acordo com o relatório, se um cenário idêntico acontecesse em Nova Iorque, as vítimas contabilizar-se-iam aos milhões.
“Implementar o projeto NEO (Near-Earth Object) […] irá garantidamente aumentar a nossa prontidão enquanto nação e abertura a possíveis parcerias internacionais para responder com eficiência a novas potenciais [ameaças] de asteróides”, acrescenta Johnson.
Investigação da NASA relativamente a este novo conceito
A NASA abriu, em 2016, um novo departamento de deteção de asteróides e cometas que se cheguem demasiado perto da Terra, conhecido como Planetary Defense Coordination Office (PDCO), em português, Departamento de Coordenação de(a) Defesa Planetária (DCDP). O DCPD formaliza a existência de um programa de deteção e monitorização de NEOs, que são estudados pela NASA desde os anos 70.

Os cientistas esperam aprender mais sobre os asteróides através de um conjunto de missões que estão a ser atualmente levadas a cabo. A nave da Nasa, Osiris-Rex irá chegar ao asteróide Bennu ainda no final deste ano e voltará em 2023. A nave japonesa, Hyabusa 2 está a quase a chegar ao asteróide Ryugu, com previsão de regressar em 2020.

Fonte Independent





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