Na Suécia, o acesso à cantina vai passar a fazer-se através de reconhecimento facial

Em North Ayshire, na Escócia, um agrupamento escolar, vai passar a utilizar uma tecnologia de reconhecimento facial para verificar se os alunos pagaram a sua refeição, e consequentemente, poderem ter acesso à cantina. Com a implementação desta nova tecnologia, o agrupamento composto por nove escolas pretende facilitar a acesso às refeições, e tornar o ambiente mais higiénico e seguro para todos.

Os alunos deixam de utilizar dinheiro, cartões bancários, impressões digitais ou qualquer cartão para pagar a sua refeição. Depois de escolher a sua ementa, os alunos destas escolas apenas vão precisar de olhar para uma câmara e o pagamento é efetuado automaticamente.

Para acalmar os mais cépticos, os responsáveis pela implementação do projeto anunciaram na sua página que os dados são armazenados de forma encriptada, e posteriormente apagados, garantindo a segurança dos alunos. A eliminação dos dados é feita de acordo com procedimentos elaborados pelo Council Records Management.

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Os pais e os alunos têm acesso a um documento que explica detalhadamente o novo sistema. Os pais terão de dar autorização para a utilização do sistema de reconhecimento facial do seu educando. Caso estes optem por não dar esta autorização, os alunos poderão pagar através de outro método de pagamento, que envolve um PIN. Se, a qualquer altura o encarregado de educação ou o aluno mudar de opinião quanto à utilização desta nova tecnologia, poderá alterar a sua permissão e os dados são automaticamente apagados.

A CRB Cunninghams, empresa que desenvolveu a tecnologia, anunciou que com o reconhecimento facial, o tempo de esperar diminui, em média, cinco segundos por aluno, o que, ao final do dia, poderá representar um número expressivo.

O projecto começou a sua fase de testes em 2020, e a sua adesão foi de cerca de 97%. Há ainda quem defenda que este processo não é “natural”, e relembra que a utilização desta tecnologia para controlar a presença dos alunos nas salas de aula já foi, outrora, banido.

Fonte: Financial Times

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