Musgo, o casaco com iluminação inteligente com origem 100% portuguesa

VIME Innovation Studio, startup sediada em Famalicão no Porto, juntou-se a outra startup portuense, a LAPA para a criação de um casaco que brilha no escuro. O ‘Musgo’ composto por iluminação inteligente com fibra ótica, com vista a proteger ciclistas e peões.

Para conseguirem financiamento para a produção massiva, os criadores lançaram uma campanha de crowdfunding no IndieGoGo, plataforma para campanhas de crowdfunding de projetos Indie, ou seja, independentes.

O objetivo principal é o de combater a sinistralidade de peões e ciclistas nas estradas, a partir da ideia de aumentar a visibilidade no escuro, ambiente em que acontecem 75% dos acidentes com peões, refere a VIME.

Filipe Magalhães, diretor científico e tecnológico da pequena empresa afirma que, “no mercado existem soluções com iluminação, mas nenhuma controlada pelo telemóvel e que tira partido dos sensores. Assim como da fibra ótica, que distribuída ao longo do casaco permite uma maior iluminação do peão”.

A junção de ambas as startups, LAPA e VIME, faz agora sentido. Com experiência em desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis, a LAPA, pode proporcionar à VIME uma melhor conectividade ao seu fato. Através de uma conexão via Bluetooth, o telemóvel liga-se ao casaco e recorre a sensores de localização e ao acelerómetro para fazer “uma análise dos movimentos da pessoa”.

Mas como garantir 100% português? Este projeto conta com a parceria da SCOOP, uma empresa portuguesa especializada em produção de vestuário e têxteis, e a LAPA, como empresa portuguesa de tecnologia, fazem com essa percentagem seja credível.

SCOOP, sedeada em Cavalões, Vila Nova de Famalicão, produz vestuário técnico para ski e montanha, golfe, ténis e fitness. A destacar, a fabricante portuguesa desenvolveu o equipamento para a Federação Italiana de Ski e para a Expo’98.

Os promotores do Musgo esperam conseguir angariar cerca de 70 mil euros com a campanha de crowdfunding. Até ao momento, conseguiram cerca de 3% do valor previsto, o que não é de todo mau, dada a recente publicação.

Fonte(s): Expresso e IndieGoGo

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