Morgan Stanley afirma que a Bitcoin Lightning Network é melhor em pagamentos do que cartões de débito

Segundo foi avançado pelo banco norte-americano — Morgan Stanley — num relatório recente acerca da criptomoeda Bitcoin e da rede que opera em segundo plano — a Lightning Network — a realização de pagamentos em terminais multibanco (PoS) poderia ser acelerado, em teoria, pela Bitcoin Lightning Network ao em vez de utilizar os habituais cartões de débito para a realização de compras. Mas de que forma? A rede conseguiria aguentar tamanho fluxo?

Ao que tudo indica, esta pode muito bem ser uma solução com alguma viabilidade, sobretudo porque tem sido estudada por uma empresa que opera um serviço de transferência, pagamentos e investimentos em Bitcoin através da rede Lightning — a Strike — que tem demonstrado como o pagamento através de criptomoeda pode ser o futuro e até mais barato tanto para comerciantes como para consumidores. Esta empresa fundada por Jack Maller estabeleceu parcerias com a Shopify, NCR Corporation e a Blackhawk Network.

O papel da Strike passa por fornecer às empresas norte-americanas um terminal PoS (aqueles terminais que encontra numa loja ou supermercado para pagar com cartão de débito/crédito) que funciona através da rede que partilha a blockchain do Bitcoin — a Lightning Network — e que permite uma alternativa aos pagamentos através da rede Visa e Mastercard. De acordo com as informações partilhadas pelo Morgan Stanley, um em cada seis PoS é gerido pela NCR Corporation (nos EUA) — daí a importância desta parceria — sendo o equivalente à nossa rede de terminais de pagamento da Multibanco (em Portugal).

Com base na informação disposta por Alex Gladstein, CSO da Human Rights Foundation (HRF), a conceituada instituição bancária norte-americana nota que a tecnologia de PoS da Strike opera de forma idêntica para os consumidores com a “liquidação do pagamento em tempo real” como num pagamento com cartão, no entanto, a um preço bastante mais acessível por conta de ser feito com Bitcoin. Em Portugal, por exemplo, as transações (em contexto de compra) em loja são asseguradas pela Rede Multibanco que cobra uma taxa ao lojista para que o consumidor não tenha de pagar pela transferência.

Nos Estados Unidos, o funcionamento destes pagamentos é ligeiramente diferente, pelo que, o reflexo desta alteração é mais notório, mas em que medida? A rede que assegura a segurança das operações com Bitcoin (em primeiro plano, diga-se a rede principal) é bastante demorada — chegando a demorar cerca de uma hora para registar cada operação na blockchain (um diário ou extrato digital de elevada segurança salvaguardando em mais do que um dispositivo a origem e o destino de uma transferência do direito de propriedade de uma criptomoeda) — o que levou à necessidade de desenvolver uma rede que operasse em segundo plano para realizar transações de pequenas quantidades mais rapidamente, transformando-as mais tarde em transações definitivas (em segundo plano, fora da realidade da maioria dos utilizadores).

Esta solução originou a criação da Bitcoin Lightning Network que processa pequenas operações com Bitcoin facilitando os pagamentos e, em simultâneo, garantindo com maior segurança e privacidade cada transação ou pagamento. Enquanto numa instituição bancária, existe um registo da sua transação com todos os detalhes “vulneráveis”, num sistema protegido por Blockchain, as transações são codificadas e apenas interpretadas pelos destinatários.

Porém, um dos principais fatores que tem desmotivado comerciantes e consumidores passa pela elevada volatilidade deste ativo financeiro que, ao contrário de moedas como o Euro, o Dólar ou a Libra, sofre flutuações de preços bastante agressivas dificultando a manutenção de preços ou câmbio para a aquisição de bens. Além disso, é motivo de discórdia e crítica pelas implicações fiscais que tem por ocultar facilmente o rasto para instituições soberanas (como o fisco e as entidades reguladoras).

De acordo com o Morgan Stanley, os benefícios do Bitcoin serão constatados no longo-prazo, uma vez que, apesar da volatilidade, o poder de compra dos detentores deste criptoativo é superior aos que mantêm dólares americanos. Para isso, este banco americano recorre ao gráfico abaixo — comparando um pacote de batatas fritas com o Bitcoin e o dólar americano — para mostrar o poder de compra inferido.

Ao que tudo indica, parece que a Mastercard também já se rendeu a esta nova tendência do mercado e anunciou recentemente (confira o nosso artigo) a sua parceria com a Nexo para o lançamento de um cartão de criptoativos para pagamentos simplificados, o que corrobora aquelas que têm sido as intenções da operadora de pagamentos multinacional que já revelara estar a desenvolver projetos ligados à investigação de blockchain e da exploração de criptoativos.

Fonte BitCoinist via Binance

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui