Mobile Edge 16: A transformação digital é o futuro das empresas

Mobile Edge 16

O Mobile Edge de 2016 teve como tema a Transformação Digital e todos concordam numa coisa: o futuro das empresas tem de passar pela transformação digital.

Num evento com bons momentos, até tivémos oportunidade para testar o HTC Vive, os óculos de realidade virtual da HTC, com variados jogos que um dos parceiros da Bold tinham para demonstração. Uma experiência que não é única, já que existem diversas opções no mercado, apesar de na sua grande maioria ainda indisponíveis ao “comum” consumidor.

Mobile Edge 16O evento focou-se na transformação digital e os oradores presentes tiverem-no como tema principal, sendo que o primeiro orador foi Kevin Benedict, Analista Sénior para a Transformação Digital e Mobilidade Empresarial da Cognizant, que aponta a transformação digital como essencial para o sucesso de qualquer empresa em qualquer segmento de mercado.

Kevin refere que os consumidores estão cada vez mais tempo agarrados aos dispositivos móveis e é nesse sentido que as empresas têm de trabalhar, aumentando e melhorando a oferta para os consumidores neste segmento. Kevin acredita que a inteligência artificial será o futuro dentro em breve, já que é muito importante haver uma resposta rápida ao consumidor, não só oferecendo o que ele procura, mas prevendo o que ele procura. O analista ainda acredita que as empresas não estão a fazer o suficiente na transformação digital, já que esta mudança pode significar um aumento de milhões de euros na faturação.

Mobile Edge 16Segui-se Carlos Oliveira, Product Manager do Skyscanner, acrescentando que “as empresas têm de compreender a forma como as pessoas interagem com os seus produtos/serviços”. Carlos referiu que tem que se aproveitar os “micro-moments”, já que são cada vez mais. Ainda deu o exemplo da sua própria aplicação, que além de oferecer uma procura sobre preços de viagens, também oferece preços de quartos de hotéis e alugueres de carros, situações que estão ligadas umas às outras e que geram negócio e oportunidade. Além do próprio site e de prestarem o mesmo serviços a vários sites equivalentes, a Skyscanner também já disponibiliza bots no Facebook Messenger e no Skype, que permitirão ir ao encontro do que o consumidor procura quando quer viajar.

Mas foi através de Tony Markovski, Responsável Global pela Transformação Digital e Mobile da Mirum Agency, que tivémos oportunidade de ouvir a melhor apresentação do evento, já que Markovski utilizou exemplos reais para mostrar o que é uma aplicação boa e o que é uma aplicação errada e “não-amigável”. O exemplo recaiu sobre uma aplicação chinesa ao estilo Uber, a GOGOVan. No exemplo, em apenas 1 minuto, o carro estava pedido utilizando a aplicação, mas para o mau exemplo, Tony utilizou a aplicação da Fedex.

Mobile Edge 16

Neste caso, Markovski abriu a aplicação a rapidamente apareceram instruções de como utilizar, sendo que da boca do orador saiu logo a frase: “Se uma aplicação precisa de instruções, já estão num mau caminho.” A verdade é que toda a operação de realizar uma encomenda demorou mais de 9 minutos. Não é por acaso que Tony também refere que 90% das aplicação são instaladas em menos de 100 mil dispositivos e, desta forma percebe-se porquê.

O resumo final da apresentação de Tony Markovski aponta para aplicações simples, intuitivas e funcionais, sem demasiados interfaces e que satisfaçam a necessidade do utilizador no menor espaço de tempo possível. Sem dúvida que simplicidade é o que as pessoas procuram.

Mobile Edge 16Thierry Guiot, da AppAnnie, uma empresa de análises de dados vocacionada nas aplicações móveis também foi um dos oradores, onde aproveitou para revelar dados. Os dados são conhecidos mas vale a pena voltar a repetir, já que 80% das receitas que advêm das aplicações móveis são referentes a jogos. Isto pode ser surpreendente, mas mais surpreendente é o tempo média que passamos em aplicações, 51 mins por cada hora “ligados” ao smartphone.

Houve ainda lugar para António Cantalapiedra, Co-fundador e CEO da Mytaxi em Espanha e Portugal, afirmando que nasceu primeiro que a Uber. Muitos não sabem (também não sabíamos), mas o Mytaxi nasceu três meses antes do aparecimento da aplicação Uber, sendo que a aplicação já está preparada e personalizada para a mobilidade. Outro orador foi Pedro Bandeira, da NOS, que falou do passado das aplicações da empresa, a Iris, e da UMA, o futuro do seu sistema, revelando que a UMA é um browser em HTML5, o que permitirá introduzir de forma facilitada novas aplicações que sejam do interesse dos consumidores e da empresa.

Mobile Edge 16O segundo dia do evento foi essencialmente dedicado aos developers, onde foram partilhadas as melhores práticas de mercado para quem diariamente gere e desenvolve a presença mobile das marcas. Um espaço essencial para a comunidade tecnológica se juntar e partilhar experiência e conhecimento sobre estas soluções que definem o futuro das marcas.

Queremos aproveitar para agradecer o convite da Carbon para sermos Media Partners deste excelente evento sobre a Transformação Digital, em mais um Mobile Edge, que já vai na terceira edição.

Segue-se a nossa galeria de imagens do evento:

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