Microsoft prepara-se para despedir milhares de funcionários

Infelizmente tem vindo a ser recorrente este tipo de noticias, e desta vez junta-se a a Microsoft que está a preparar-se para anunciar os vários cortes de empregos. A Sky News relata que milhares de funções serão cortadas, com a gigante do software a planear um corte de cerca de 5% da sua força de trabalho. Com mais de 220.000 funcionários na Microsoft, isso pode significar mais de 10.000 demissões.

Embora a Sky News não indique uma data exata para os cortes esperados, uma fonte familiarizada com os planos da Microsoft disse que a empresa irá provavelmente anunciar as demissões ainda esta semana, antes de anunciar os seus ganhos trimestrais na próxima semana.

A Bloomberg está também a relatar que várias demissões serão anunciadas nas divisões de engenharia da Microsoft. Os cortes de empregos são considerados “significativamente maiores” do que o corte de 1% na força de trabalho da Microsoft no ano passado. Os cortes de empregos anteriores afetaram as posições em consultoria e soluções para clientes e parceiros.

A Microsoft é a mais recente grande empresa de tecnologia a enfrentar uma economia desafiadora, e os cortes de empregos irão surgir poucos dias depois da Microsoft implementar uma nova política de folga ilimitada. Os funcionários da Microsoft que tiverem um saldo de férias não utilizado irão receber um pagamento único em abril e os gestores poderão aprovar uma “Folga Discricionária” ilimitada.

No ano passado houve já vários anúncios de empresas tecnológicas nesse sentido, com claro destaque para a Meta, que tinha batido o record de despedimentos, sendo pouco depois superada pela Amazon, que prevê-se que despeça mais de 17000 pessoas.

Os cortes ocorrem também semanas depois do CEO da Microsoft, Satya Nadella ter alertado sobre os dois anos de desafios para a indústria de tecnologia. Em entrevista à CNBC, Nadella admitiu que a Microsoft não era “imune às mudanças globais” e falou sobre a necessidade das empresas de tecnologia serem eficientes e terem de se ajustar em conformidade.

“Os próximos dois anos provavelmente serão os mais desafiadores”, disse Nadella. “Tivemos muita aceleração durante a pandemia e existe uma certa normalização dessa procura. Além disso, existe também uma verdadeira recessão em algumas partes do mundo.”

Fonte: news.sky

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