Meta dá importante passo para o Metaverso com supercomputador de inteligência artificial

Os supercomputadores tem sido uma competição global entre vários países, como a China, Rússia e os EUA, mas, em grande parte das situações, o objetivo dos supercomputadores era com o objetivo de ajudar a ciência. Mas, a necessidade de computadores poderosos é cada vez mais preciso para outras áreas e o Metaverso promete ser um deles, sendo que a própria Intel já referiu isso, contrariando algumas previsões otimistas.

Ora, se é preciso poder computacional, as empresas têm de investir nisso e a Meta, dona do Facebook, se quer estar na linha da frente, é por este caminho e foi isso que anunciou, com o novo super computador de inteligência artificial AI Research SuperCluster.

A confirmar-se a estimativa de de processamento, quando estiver totalmente operacional, o AI Research SuperCluster pode ficar entre os 10 supercomputadores mais rápidos do mundo, que usará para do processamento de números massivo necessário para modelagem de linguagem e visão computacional.

Grandes modelos de IA, dos quais o GPT-3 da OpenAI é provavelmente o mais conhecido, não são montados em laptops e desktops; eles são o produto final de semanas e meses de cálculos sustentados por sistemas de computação de alto desempenho que superam até mesmo o equipamento de jogos mais avançado. E quanto mais rápido concluir o processo de treinamento para um modelo, mais rápido poderá testá-lo e produzir um novo e melhor. Quando os tempos de treinamento são medidos em meses, isso realmente importa.

O RSC está a ser desenvolvido e os pesquisadores da empresa já estão colocar em funcionamento com dados gerados pelo utilizador, apesar que a Meta tenha o cuidado de dizer que é encriptado, bem como o seu treino e instalação está isolado de internet.

A equipe que montou a RSC está orgulhosa de ter feito isso quase inteiramente remotamente – os supercomputadores são construções surpreendentemente físicas, com considerações básicas como calor, cabos e ligações a afetarem o desempenho do computador. Exabytes de armazenamento parecem grandes o suficiente digitalmente, mas é preciso estarem alojados em algum lugar, com ligações rápidas.

Atualmente, a RSC tem 760 sistemas Nvidia DGX A100 com um total de 6.080 GPUs, o que a Meta afirma que deve colocá-lo aproximadamente em concorrência com Perlmutter no Lawrence Berkeley National Lab. Esse é o quinto supercomputador mais poderoso em operação no momento, de acordo com o site de classificação Top 500.

No entanto, a criação de um supercomputador demora tempo, sendo que a Meta pretende que a máquina seja três vezes mais poderosa no futuro, o que a colocaria a lgar pelo terceiro lugar.

Mas o supercomputador da Meta terá uma vantagem, já que os sistemas atuais são utilizadores para fins de pesquisa e que precisam de uma precisão incrivelmente detalhada, algo que a inteligência artificial não precisa, já que os resultados computacionais são qualquer coisa como “90% de certeza de que isto é um cão”, ora se o resultado for 89% ou 91%, não irá influenciar o resultado final. A dificuldade é que a inteligência artificial consiga um resultado de 90% em todas as situações.

Assim, o objetivo deste novo supercomputador é que tenha mais FLOP/s por núcleo, isto é operações. Neste caso, a Meta pretende atingir os 1.895.000 teraFLOP/s, ou 1,9 exaFLOP/s, o que comparando com o supercomputador mais poderoso do mercado, o japonês Fugaku, significava 4x superior e, para que seja possível imaginar um metaverso a nível global, precisamos de tamanha capacidade.

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