Mastercard junta-se à Samsung para criar cartões bancários com segurança por impressão digital

O conceito não é novo, pois a Mastercard avançou em 2017, por iniciativa própria, com a ideia que afastava a necessidade de recorrer ao teclado (de qualquer terminal bancário de loja) para efetuar pagamentos. O último ano — face ao avanço da necessidade de distanciamento social e confinamento derivado à pandemia de coronavírus — impulsionou o recurso ao contactless ou QR code para pagamentos em terminais de loja, no entanto, isto é limitativo pois exige a necessidade, no caso do cartão, de colocar o pin no terminal por uso excessivo ou por quantias elevadas.

Assim sendo, o conceito da Mastercard ao apresentar este cartão é o de permitir uma solução para a qual se dispensa recorrer a aplicativos de terceiros para efetuar compras sem ter de ter contacto com um qualquer teclado de um terminal multibanco (de loja), pois toda a aprovação da transação é feita diretamente no cartão com recurso ao leito biométrico de impressão digital.

Em Portugal, a rede multibanco constituiu um dos maiores avanços tecnológicos nacional pelas mãos da SIBS (Sociedade Interbancária de Serviços) e que serviu de incubadora para ferramentas como o MBWAY.

Como sabemos, esta ferramenta tem mão portuguesa e outros países terão as suas, no entanto, nem todos terão a mesma acessibilidade ou interesse neste tipo de aplicativos. Deste modo, o passo dado pela Mastercard vem trazer um contributo muito importante para o pagamento em terminal multibanco. Agora, a Samsung abraçou este projeto ao desenvolver um novo chipset de segurança que garante maior fiabilidade ao pagamento e à própria Mastercard.

O chipset desenvolvido pela Samsung conta o System LSI Business que, como refere a marca sul-coreana integra “[…] vários chips discretos” a fim de proteger os clientes de possíveis fraudes e problemas que possam advir da utilização deste tipo de soluções. Os terminais multibanco POS (aqueles terminais que se encontram para pagamentos por cartão nas lojas) podem ser fatores de contágio em situações como a que vivemos neste momento.

Fica patente o conceito por detrás desta ideia, pois tanto a Mastercard como a Samsung pretendem melhorar a segurança e, por outro, diminuir a necessidade de interagir com estes terminais POS, visto que o utilizador apenas interage com o seu próprio cartão, dando os seus dados biométricos para autorizar os pagamentos, algo que já acontece com os aplicativos dos nossos smartphones, mas que por uma questão, talvez de custos, nunca chegou a ser aplicada aos nossos cartões de débito e crédito.

É importante constatar que este modelo vem revolucionar a forma como vemos o cartão, numa altura em que cada marca procura associar-se a intermediários bancários para cativar os seus clientes e, de alguma forma, criar uma fidelização que extravasa a própria qualidade do serviço, tornando-nos também parte essencial do funcionamento da própria empresa a longo prazo.

Fonte: Engadget

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