M1 é o novo processador baseado na arquitetura ARM da Apple Silicon

A Apple já tinha demonstrado há algum tempo uma vontade expressa de se focar em processadores de fabrico próprio para os seus dispositivos geridos atualmente por processadores Intel. A gigante aproveitou a Apple Worldwide Developers Conference deste ano para anunciar o feito do seu departamento de desenvolvimento de processadores, a Apple Silicon, como é conhecida que fabrica os atuais processadores para iPhone e iPad.

É, sobretudo, interessante ver a trajetória da fabricante de Cupertino ao apostar na produção e criação de grande parte dos seus produtos em território norte-americano, visando depender o menos possível de terceiros para as suas operações comerciais, ao contrário da concorrência.

Observe-se o caso da Huawei afetada pela sua alegada ligação ao estado chinês, mas sobretudo pelas suspeitas de espionagem e restrições ao comércio impostas pela administração norte-americana que conduziram a uma situação de crise, primeiro pela proibição de recorrer aos serviços do Google no Android e agora, mais recentemente, o impedimento de importação de componentes necessários ao fabrico dos Hi-Silicion Kirin que impulsionavam os telemóveis da marca chinesa.

O novo processador não foi poupado a ousadas declarações face à concorrência, nomeadamente pela sua característica física de micro controlador que a Apple alega ser o processador para portátil mais rápido do mercado e de ser capaz de ter um desempenho semelhante a um computador fixo. Claro que devemos ser algo cépticos em relação a estas afirmações, dado o facto de conhecermos o historial da marca, assim como a maioria das tecnológicas.

O Apple M1, baseado na arquitetura ARM em um micro-chip do tipo SoC permitiu aos norte-americanos da marca da maçã incluir inúmeros componentes numa só peça, reduzindo o tamanho geral da motherboard, aumentando o desempenho e a latência (face o reduzido comprimento dos circuitos e a exigência energética). Segundo revelado, o novo M1 incluí o CPU, a memória Cache, uma GPU, o Neural Engine (responsável por tarefas relacionadas com IA) e DRAM.

O CPU faz uso da configuração big.LITTLE da ARM que consiste no recurso a núcleos de processamento mais económicos e mais lentos e outros núcleos altamente consumidores de energia mas com bastante rapidez, o que permite o desempenho necessário para tarefas exigentes, mas uma maior poupança de energia para tarefas pouco exigentes. A auxiliar no processamento, a GPU é capaz de 2.6 TFLOPs de potência FP32, como refere a Apple.

O processador SoC tem a particularidade de, tanto a CPU como a GPU, compartilharem a memória cache, o que implica uma sobrecarga no microchip, face às suas limitações físicas (de poucas dimensões). Dada a sua dimensão reduzida, cada conjunto de núcleos consegue aceder a 4 MB de Cache L2, não existindo informações a memória Cache L3. A título de exemplo, o Intel Tiger-Lake, o Core i7-1160G7, é capaz de aceder a 12 MB, mais do que o conseguido pela Apple.

Baseado nas afirmações da marca, o processamento gráfico do M1 da Apple é o melhor em GPUs integradas no mercado. O processador conta ainda com suporte para a tecnologia Thunderbolt 4, PCI Express Gen 4 e SSDs M.2 NVMe, entre outras vantagens que pode conferir no site oficial da marca norte-americana. Mas lembre-se de que é possível que a primeira geração de processadores ARM da Apple para os MacBooks seja como qualquer outro produto de primeira geração, com baixo desempenho e alguns problemas.

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