Lua: Além de um Reator Nuclear, também há planos para colocar data centers
A Lonestar Data Holdings, start up de computação em nuvem, conseguiu um financiamento de cerca de cinco milhões de euros para lançar um data center em miniatura para a superfície lunar ainda este ano.
O acesso sem precedentes ao espaço está a criar toda uma nova panóplia de ideias interessantes, como a intenção de colocar um Reator Nuclear na Lua e, agora, a perspetiva de armazenar dados na Lua.
A Lonestar quer construir uma série de centros de dados na Lua e estabelecer uma plataforma viável para armazenamento de dados e processamento mais próximo da fonte, como forma de reduzir a latência e melhorar a largura de banda.

“Os dados são a maior moeda criada pela espécie humana”, diz Chris Stott, fundador da Lonestar. “Dependemos deles para quase tudo o que fazemos e são demasiado importantes para nós para serem armazenados na cada vez mais frágil biosfera da Terra. O maior satélite da Terra, a nossa Lua, representa o local ideal para armazenar com segurança o nosso futuro”, revela.
Os data centers são compostos por servidores conectados que armazenam e transferem dados digitais. O crescente número de data centers na Terra representa uma ameaça ao meio ambiente, contribuindo para o consumo de energia e poluição digital. Construir data centers na Lua poderia aliviar esse problema, além de fornecer uma maneira mais segura de armazenar os dados.
Em dezembro de 2021, a Lonestar realizou com sucesso um teste do seu data center a bordo da Estação Espacial Internacional. A empresa está pronta para lançar ainda este ano uma pequena caixa de data center para a superfície lunar como parte da segunda missão da Intuitive Machines, IM-2 (a primeira missão da empresa, IM-1, deve ser lançada em junho).
Os centros de dados lunares serão inicialmente voltados para o armazenamento remoto de dados e recuperação de incidentes, permitindo que as empresas façam backup dos seus dados e os armazenem na Lua. Além disso, os data centers podem ajudar em empreendimentos comerciais e privados no ambiente lunar.
O data center em miniatura pesa cerca de um quilo e tem capacidade para 16 terabytes, disse Stott, explicando que o primeiro data center extrairá energia e comunicações do módulo de pouso, mas os que se seguirão (dependendo do seu sucesso) serão data centers autónomos que a empresa espera implantar na superfície lunar até 2026.




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