Louça acusa Governo de ter “um desvio colossal” de dois mil milhões de euros

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Francisco Louça: “asneira é não querer corrigir as contas públicas”

O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louça, acusou o Governo de “não ter qualquer controlo sobre o orçamento” e de ter “um desvio colossal” de dois mil milhões de euros nas contas públicas.

Segundo Francisco Louça o Governo não tem resposta para os dois milhões de euros em falta. O líder do BE, durante o debate quinzenal, foi irónico em relação à execução orçamental: “Faltam dois mil milhões de euros, mas o senhor voltou a chamar-lhe consolidação, o que é espantoso”.

Louça interpelou o primeiro-ministro sobre esta questão, justificando que o cumprimento destas regras significou asneiras e perguntou se a “asneira deve continuar como regra para destruir a Europa e Portugal”. O líder do BE insistiu nas responsabilidades da política de austeridade face à situação que o país vive, lembrando que esta política resulta na destruição da economia e no aumento da dívida para salvar o capital financeiro.

O primeiro-ministro não partilha a mesma perspetiva de Louça, afirmando que “qualquer que fosse o contexto europeu, mais favorável ou mais incerto, a economia portuguesa tinha atingido um nível de insustentabilidade bem referenciado no nível de dívida pública e no descontrolo das contas públicas”.

Francisco Louça também acusou Passos de ver em Angela Merkel “a reencarnação do mercado perfeito”, confrontando-o sobre “a destruição que está a provocar” em Portugal. “Pode-nos falar dos 70 mil milhões de euros que inundaram a economia, olhe, pagaram muitos juros, muitas amortizações, mas empregos foram 200 mil desempregados criados este ano, facilitaram os despedimentos, atacaram a vida das pessoas, aumentaram a fome, a miséria, a exclusão, a precariedade, o desrespeito neste país”, disse o líder do BE.

Em resposta Passos Coelho perguntou a Louça que política é que ele seguiria para evitar a crise financeira devido ao endividamento e ao excesso de défice orçamental. “Qual era a política que o senhor deputado seguia, mais dívida, mais défice? Eu gostaria de conhecer a posição do BE, a não ser que me diga que a nossa política é não reconhecer a legitimidade desta dívida e deste défice e portanto não pagamos”, afirmou Passos Coelho.

1 COMENTÁRIO

  1. É verdade que dizermos,não pagamos é uma boa política, não é; mas devemos fazer mais do que se está a fazer, como? Não sei, mas uma coisa é certa, em quanto nós portugueses não equilibrarmos a balança de importação com a de exportação, nós portugueses andaremos sempre na dependência daqueles que nos vendem, provavelmente aquilo que nós já sabemos fazer. Temos que ser sábios, humildes, zelosos e sabermos gerir o pouco que temos.
    Deixem-se de guérrinhas, governo oposição: Estas duas forças, faz-me lembrar a imagem de dois jomentos em azoleijos acorrer para dois molhos de erva, mas como estavam presos por uma corda um ao outro, um corria o outro também,e assim não conseguiam chegar as mesmos: tiveram que se juntar,e como irmãos que eram,comeram a erva toda,

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