Loewe Vega: prova de que o 4K de alta fidelidade cabe em qualquer divisão
No mercado das televisões, instalou-se uma tendência quase ditatorial: se queres a melhor tecnologia, tens de ter espaço para um ecrã de 65 polegadas ou superior. Para quem vive em apartamentos urbanos, procura equipar um escritório ou simplesmente prefere uma escala mais contida no quarto, esta imposição tem sido um obstáculo.
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No entanto, a alemã Loewe, que celebra agora mais de um século de história, decidiu quebrar esta norma com o lançamento da nova gama Vega.
Apresentada oficialmente em Lisboa neste dia 17 de março, a linha Loewe Vega foca-se num segmento muitas vezes negligenciado pelas marcas generalistas: o das Smart TVs compactas que não sacrificam a qualidade de imagem e som em prol do tamanho. Disponível em 32 e 43 polegadas, este modelo traz para os formatos pequenos tecnologias que, até aqui, eram exclusivas de ecrãs de grandes dimensões.
Painéis LCD VA e a engenharia Direct LED

O que diferencia a Loewe Vega da concorrência no segmento das 32 e 43 polegadas é a estrutura do painel. Enquanto a maioria das televisões pequenas utiliza iluminação lateral (Edge LED), a Loewe optou por painéis LCD VA com retroiluminação Direct LED Full Array.
Na prática, isto significa que a luz vem diretamente de trás de todo o painel, permitindo um controlo de luminosidade muito mais granular. O modelo de 43 polegadas conta com 390 zonas de atenuação independente, enquanto o modelo de 32 polegadas — algo inédito neste tamanho — apresenta 260 zonas. Este controlo permite obter pretos mais profundos e evitar aquele efeito “lavado” que costumamos ver em ecrãs pequenos quando a luz da sala está apagada.
A luminância é outro ponto de destaque. Com 880 cd/m² no modelo maior e 550 cd/m² no de 32 polegadas, estas televisões garantem visibilidade mesmo em salas com janelas amplas ou luz solar direta. Além disso, a compatibilidade com Dolby Vision IQ ajusta a imagem em tempo real de acordo com a claridade do ambiente.
Conetividade e o ecossistema Loewe os9
A navegação nas Smart TVs tem de ser fluida, caso contrário, a experiência torna-se frustrante. A Loewe equipou a Vega com o chassis SL8 e o sistema operativo Loewe os9 (baseado na plataforma VIDAA). É um sistema limpo, que responde rapidamente aos comandos e que traz instaladas as aplicações que a maioria de nós utiliza diariamente, como Netflix, Disney+, Apple TV e YouTube.
Para quem utiliza o smartphone como extensão da TV, a inclusão de Apple AirPlay, Miracast e suporte para o protocolo Matter é uma decisão acertada. A televisão integra-se na casa inteligente como mais um nó de controlo, permitindo uma comunicação sem falhas entre dispositivos de diferentes marcas.
Som: 60 Watts que dispensam colunas externas

Um dos problemas crónicos das televisões finas é o som anémico. Muitas vezes, somos obrigados a comprar uma barra de som externa que acaba por ocupar espaço e estragar a estética do móvel. A Loewe resolveu este problema integrando uma barra de som interna com 60 watts de potência e amplificação Classe D.
A afinação acústica foi feita pelos engenheiros da marca na Alemanha, focando-se na clareza do diálogo e na amplitude sonora. Com suporte para Dolby Atmos e uma ligação HDMI eARC, a Vega consegue preencher uma divisão média com um som encorpado. Existe ainda um processamento por inteligência artificial que nivela o volume entre diferentes fontes, evitando aqueles sustos quando passamos de um filme para um intervalo publicitário.
Gaming e Performance em 120Hz
Surpreendentemente para o seu tamanho, a Loewe Vega não esqueceu os jogadores. O modelo de 43 polegadas suporta resoluções Ultra HD até 120 Hz, uma característica essencial para quem possui consolas de nova geração ou PCs de gaming. Ambos os tamanhos incluem tecnologias VRR (Variable Refresh Rate) e ALLM (Auto Low Latency Mode), reduzindo o atraso entre o comando e a ação no ecrã.
A inclusão de quatro entradas HDMI (duas das quais HDMI 2.1) e a compatibilidade com serviços de jogo na nuvem como Blacknut ou Boosteroid tornam este ecrã compacto numa estação de entretenimento muito capaz, eliminando a necessidade de consolas físicas para jogadores casuais.
Design 360: Estética funcional alemã
Fiel à sua herança, a Loewe não descurou a parte visual do equipamento. A estrutura em alumínio escovado e o suporte giratório cromado dão à Vega um aspeto sólido e industrial. A marca chama-lhe “Design 360” porque a televisão foi pensada para ficar bem mesmo que a traseira esteja visível, algo comum em escritórios ou divisões de plano aberto (open space).
Todas as ligações ficam ocultas por tampas magnéticas e o sistema de gestão de cabos é eficiente, mantendo a instalação limpa. Estão disponíveis várias soluções de montagem, desde o suporte de mesa giratório até suportes de chão que transformam a televisão num objeto decorativo isolado.
Quanto custa o luxo compacto?
A qualidade tem um preço e a Loewe nunca escondeu o seu posicionamento premium. A Loewe Vega de 32 polegadas custa 1.700 €, enquanto o modelo de 43 polegadas sobe para os 1.900 €. São valores que podem parecer elevados quando comparados com modelos de entrada de gama de outras marcas, mas o argumento aqui é a durabilidade, a qualidade dos materiais e o desempenho técnico superior num formato que mais ninguém está a explorar com este rigor.
Para quem procura um ecrã secundário de luxo ou um televisor principal para um espaço pequeno sem querer abdicar de tecnologias como o Full Array Local Dimming ou os 120Hz, a Loewe Vega é, atualmente, uma proposta única no mercado português.




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