LinkedIn vai deixar de funcionar na China

A Microsof anunciou que o LinkedIn vai deixar de actuar na china ainda este ano. Para substituir a rede social, irá surgir InJobs, uma plataforma somente destinada à procura de emprego.

Esta notícia surge sete anos após o lançamento oficial do Linkedin na China. Na altura, o LinkedIn concordou em aderir às restrições estaduais e bloquear determinados conteúdos.

Com o InJobs, a China passa a ter uma solução menos voltada para a componente social, já que não permite partilhas nem um feed. Os responsáveis pelo LinkedIn no país referem que: “Embora tenhamos obtido sucesso em ajudar os membros chineses a encontrar empregos e, consequentemente a melhorar a sua qualidade de vida, não encontramos o mesmo nível de sucesso nos aspetos mais sociais de partilha e, de consulta de notícias”.

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A decisão de encerrar a rede social, prende-se com o aumento das exigências do governo chinês, “maiores requisitos de conformidade na China”. Recentemente, o governo chinês divulgou uma lista de 105 aplicações que não cumpriam as regras de recolha de dados, estando a comprometer a segurança e privacidade dos seus utilizadores.

A rede social da Microsoft era a única plataforma popular dos Estados Unidos que ainda estava, oficialmente, disponível na China. O país baniu o SignalLin e Clubhouse no início deste ano. O Facebook e o Twitter estão bloqueados no país desde 2009 , e a China deixou de permitir que o Instagram funciona-se em território nacional em 2014.

De momento ainda não são conhecidas as implicações que esta decisão terá para as relações entre a Microsoft e a China, mas, no últimos tempos, o clima de tensão entre as duas partes tem-se vindo a agudizar. Segundo noticiou o site de notícias Axios, no mês passado o LinkedIn bloqueou na plataforma chinesa os perfis de vários jornalistas e acadêmicos norte-americanos que continham informações que a China considera confidenciais.

Fonte: Engadget

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