LG desmente venda do negócio de TVs à Hisense
A LG veio a público travar um rumor que se espalhou rapidamente no sector tecnológico: a alegada venda da sua divisão de televisores à chinesa Hisense. A marca sul-coreana garante que não está a negociar essa operação e classifica a informação como falsa.
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O caso ganhou tração depois de um portal sul-coreano avançar que responsáveis das duas empresas se teriam encontrado em Pequim para discutir o futuro do negócio. Pouco depois da notícia circular internacionalmente, o artigo original foi removido sem explicação.

LG rejeita rumores sobre a divisão de TVs
Numa reação oficial, a fabricante afirmou que não está a ponderar vender nem encerrar a área de televisores. A resposta foi direta e surge numa altura em que qualquer sinal de mudança numa marca histórica do mercado gera atenção imediata.
A rapidez do desmentido mostra também a sensibilidade do tema. Para muitos consumidores, a possibilidade de a LG abandonar as TVs soou como um alerta sério, sobretudo porque a empresa já deixou para trás outro negócio emblemático: o dos smartphones.
Porque é que este rumor ganhou força
Apesar do desmentido, o contexto ajuda a explicar porque é que a notícia foi levada a sério. A divisão responsável pelos televisores tem operado com margens muito baixas, na ordem de 1% a 2% no último ano.
Na prática, isto significa que a LG continua presente no mercado, mas com menos folga num segmento cada vez mais competitivo. E quando as margens apertam, os rumores sobre reestruturações, parcerias ou vendas tornam-se quase inevitáveis.
O mercado das televisões mudou depressa
Nos últimos anos, marcas chinesas como a TCL e a Hisense ganharam terreno a grande velocidade. O argumento é simples: televisores com especificações fortes, tecnologias recentes e preços mais agressivos.
O Mini LED é um dos melhores exemplos. Esta tecnologia, antes mais associada a gamas mais caras, começou a chegar a mais modelos e a preços mais competitivos. Para o consumidor, isso é uma boa notícia. Para marcas tradicionais, significa mais pressão.
As quotas mostram a nova corrida
Os dados mais recentes de mercado ilustram bem esta mudança. A LG mantém uma posição global relevante, na faixa dos 10% a 11%, mas a TCL já ultrapassou esse patamar e a Hisense segue muito perto.
Ou seja, o domínio antigo está a dar lugar a uma disputa mais equilibrada. Ainda assim, a LG continua especialmente forte no segmento premium, onde os televisores OLED mantêm um peso importante na imagem da marca.
O que isto significa para os consumidores
Para quem está a pensar comprar uma TV LG, o desmentido traz alguma tranquilidade. Não há indicação de saída do mercado, nem sinais oficiais de que a empresa vá abandonar a produção de televisores.
Ao mesmo tempo, este episódio mostra como o sector está sob pressão. A concorrência está mais intensa, os preços estão a ser empurrados para baixo e a inovação deixou de ser exclusiva das marcas históricas.
- Mais concorrência pode significar melhores preços nas lojas
- Tecnologias como OLED e Mini LED devem continuar em destaque
- Marcas tradicionais terão de justificar melhor o valor dos modelos premium
O fantasma da saída dos smartphones ainda pesa
Parte da preocupação em torno deste rumor tem uma explicação simples: a memória da saída da LG do mercado de smartphones em 2021. Na altura, a empresa decidiu fechar esse capítulo após vários anos de dificuldades.
Esse precedente tornou a especulação mais credível para muitos leitores. Se a LG já desistiu dos telemóveis, seria possível fazer o mesmo com as televisões? Para já, a resposta oficial é não.
Uma marca com história nas televisões
Abandonar este mercado seria uma decisão com forte impacto simbólico. As origens da LG nas TVs remontam aos anos 60, ainda sob a marca GoldStar, quando lançou a primeira televisão a preto e branco produzida na Coreia do Sul.
É precisamente esse legado que ajuda a explicar o peso da notícia. Não se trata apenas de mais um produto no catálogo. As televisões fazem parte da identidade histórica da empresa.
O que esperar agora
Depois do esclarecimento oficial, o cenário mais provável é de continuidade, mas com vigilância redobrada sobre os resultados do negócio. A LG continua a enfrentar um mercado duro, onde já não basta ter tradição para garantir liderança.
Para já, a mensagem é clara: a LG nega a venda da divisão de TVs à Hisense e diz que continua firme neste segmento. Mas o episódio também deixou exposto um ponto importante: a guerra das televisões está mais aberta do que nunca.
Fonte: Androidauthority




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