Inteligência Artificial também ajuda a Polícia a prever a criminalidade

Um projeto de tecnologia de Inteligência Artificial (IA) consegue prever a localização e a taxa de criminalidade de uma cidade com uma semana de antecedência e com até 90% de precisão.

Ishanu Chattopadhyay, investigador da Universidade de Chicago e os seus colegas criaram um modelo que analisou dados históricos de crimes de Chicago, Illinois, desde 2014 até ao final de 2016, tendo depois previsto os níveis de criminalidade para as semanas que se seguiram a este período de formação.

O modelo previu a probabilidade de ocorrência de determinados crimes em toda a cidade, que foi dividida em zonas mais pequenas, com uma precisão de até 90%. Desta vez foram evitados preconceitos raciais que já tinham surgido em testes anteriores e que são, frequentemente, ligados ao policiamento humano.

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O modelo já foi testado com sucesso noutras sete grandes cidades dos Estados Unidos, com níveis de desempenho bastante parecidos.

Nos últimos anos, o Departamento de Polícia de Chicago testou um algoritmo que criou uma lista de pessoas consideradas mais prováveis de estarem envolvidas num tiroteio, seja como vítima ou como autor.

Chattopadhyay diz que foram feitos esforços para reduzir o efeito de enviesamento e que a IA não identifica suspeitos, apenas potenciais locais de crime. “Os recursos para a aplicação da lei não são infinitos. Seria fantástico se pudéssemos saber onde os homicídios vão acontecer”, esclarece. O cientista também divulgou publicamente os dados e o algoritmo utilizados no estudo, para que outros investigadores possam investigar os resultados.

Os investigadores também utilizaram os dados para procurar áreas onde o preconceito está a afetar o policiamento feito pelos agentes humanos. Para tal, os investigadores analisaram o número de detenções na sequência de crimes em bairros de Chicago com diferentes níveis socioeconómicos. Dessa análise concluiu-se que crimes em áreas mais ricas resultaram em mais detenções do que em áreas mais pobres, sugerindo um comportamento irregular na resposta da polícia.

Fonte: NewScientist

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