Intel a aproximar-se, novamente, da AMD. O regresso de um titã?

Red Magic 3S

Os últimos anos serviram para corroborar a tendência cada vez menos comodista das marcas de processadores, num mercado altamente dinâmico — onde predomina a incerteza acerca do seu futuro. A Advanced Micro Devices é um exemplo disso mesmo.

Os processadores Ryzen 9, 7 e 5 têm sido uma verdadeira dor de cabeça para a californiana, Intel. Antes desta vitória, eram estes processadores que prosperavam no mercado da computação. Todavia, segundo os últimos registos da bolsa de Wall Street, as ações da Intel Corporation estão a subir, no sentido de apanhar a sua rival, AMD. O último ano, significou um crescimento de 154,29% do valor de cada ação da AMD, enquanto a Intel registava apenas um aumento de 46,39%. Mesmo com este crescimento, a Intel continua a ser a maior fabricante de processadores dos Estados Unidos da América, com cerca de dez vezes o volume de receita da AMD.

A passada semana significou para a fabricante norte-americana, um ganho-por-ação de $1,52 durante o quarto trimestre do ano de 2019, acima dos $1,28 do ano anterior. Adicionalmente, vendeu-se mais 8% do que em 2018. Como avança, a Forbes. Haris Anwar afirma que “[…] o relatório de contas da Intel durante o quarto trimestre [de 2019] demonstrou as preocupações [da marca] num mercado em recuperação, face a uma procura de processadores em queda”.

O forte crescimento da concorrência potenciou em forma de “abre olhos“, uma restruturação e alteração do foco da empresa na área da produção de microchips e computação. Para isso, a marca tem vindo a apostar em força nos serviços de Cloud, com vista à construção de grandes data-centers, cuja procura tem vindo a aumentar fortemente, principalmente por parte das empresas.

Mas afinal, o que significa tudo isto? O segmento mais afeto a estas alterações é dos investidores, que podem esperar margens mais lucrativas no modus operadi da Intel Corporation. O público, ou seja, os consumidores podem esperar de certo, processadores ainda mais competentes para competir com a sua principal rival, AMD.

As margens brutas da Intel têm vido a diminuir ligeiramente nos últimos anos, mas têm permanecido em torno dos 60%, o que permite maior lucro e, consequentemente, maior investimento da marca e cativação de futuros investidores (por um possível retorno). Por agora, resta-nos apenas esperar por mais movimentos de ambas as marcas. É graças à concorrência, que continuamos a ter processadores cada vez melhores a equipar os nossos equipamentos de lazer e trabalho.

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