Instagram limita acesso de aplicações a informação pessoal dos utilizadores

O Instagram está a cortar o acesso ao API para alguns produtores de conteúdo e a limitar a quantidade de informação que outras aplicações podem recolher da sua plataforma. Recorde-se que o Instagram faz parte da empresa Facebook, e que o Facebook se tem debatido com diversas vozes criticas devido à utilização de informação pessoal no escândalo de Cambridge Analytica

Na última sexta-feira o Instagram reduziu drasticamente os limites de utilização da plataforma API. Na prática, os produtores viram-se muito mais limitados na quantidade de vezes que podem fazer ping ao Instagram para receber informação. E esta redução teve longe de ser meramente simbólica: se dantes o limite da plataforma API era de 5,000 chamadas por hora, passou subitamente para um limite de 200 chamadas por hora. Em alguns casos, segundo avança o Recode, o acesso dos produtores à plataforma foi simplesmente barrado sem qualquer aviso prévio.

As implicações da redução no número de vezes que os produtores podem fazer ping são muito significativas. Em termos simples, os produtores passam a poder recolher muito menos data por hora do Instagram. Existem inúmeras empresas e serviços que dependem directamente da informação que é recolhida e processada de plataformas sociais com o Instagram, e portanto esta limitação poderá representar consequências graves para os lucros dessas mesmas firmas que por norma estão relacionadas com marketing ou relações públicas. Isto implica que a partir de agora estas firmas terão que ser muito mais selectivas na informação que querem recolher do Instagram, pois estes novos limites são de facto muito restritivos.

O Instagram não lançou qualquer comunicado oficial e recusou até agora comentar estas decisões, que foram efectuadas sem aviso ou negociação com as empresas afectadas.

Da perspectiva do Facebook, este tipo de alteração faz todo o sentido. A empresa está sob alvo dos média, da sociedade civil e de diversos governos um pouco por todo o mundo na sequência da investigação lançada pela Channel 4 à empresa Cambridge Analytica. Assim sendo, o Facebook está a tentar colocar sob controlo o acesso que terceiros possam ter às informações pessoais que os utilizadores das suas plataformas decidem partilhar. Recorde-se que a empresa Cambridge Analytica construiu um complexo esquema em que, a partir de uma aplicação, recolheu informação pessoal de cerca de 50 milhões de utilizadores e usou essa informação para fins políticos durante as eleições de 2016 nos Estado Unidos da América.

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