InSight: o módulo da NASA envia a primeira fotografia com qualidade de Marte

Segunda-feira, 26 de novembro de 2018 foi um importante marco para a equipa responsável pelo módulo marciano, InSight. O engenho enviado pela NASA aterrou com sucesso no solo marciano.

Contudo, o que preocupava os responsáveis era se algum dano teria sido causado durante a aterragem. A primeira fotografia tirada pelo equipamento, demonstrava uma “anormal” má qualidade na sua captação de imagem. Ao que tudo indicava, tratava-se de poeira de Marte que durante a aterragem foi libertada, obstruindo a lente da câmera fotográfica.

Terça-feira, 27 de novembro, o robô espacial envia o primeiro sinal a informar que tudo se encontra a correr como o previsto. De acordo com a agência espacial norte-americana, a InSight já se encontra a realizar os preparativos para inciar o objetivo da sua missão na superfície marciana. Os paineis solares acoplados ao módulo começaram a funcionar e o equipamento permanece a gerar energia para as suas baterias. Para além disto, também o satélite orbitário, Odisseia, enviou imagens do módulo InSight.

Mas afinal, qual o objetivo da missão? InSight tem como objetivo analisar o interior de Marte, e abordar uma questão fundamental da ciência planetária e do Sistema Solar, os processos que moldaram os planetas rochosos do Sistema Solar (incluindo a Terra). O principal objetivo da InSight é estudar a história evolutiva mais antiga dos processos que moldaram Marte. Ao estudar o tamanho, espessura, densidade e estrutura geral do núcleo, do manto e da crosta de Marte, bem como a taxa em que o calor é dissipado do interior do planeta, a InSight fornecerá um vislumbre dos processos evolutivos de todos os planetas rochosos do Sistema Solar.

Apesar do módulo se encontrar na superfície marciana, não significa que a missão possa ser colocada em prática, uma vez que são necessários três meses para o módulo ter todos os equipamentos a funcionar por completo.

Neste momento, existem outras imagens disponibilizadas no site da NASA que demonstram a bem-sucedida aterragem do módulo, fotografias essas capatadas pela Instrument Context Camera. Quase tão importante quanto a aterragem é, o facto de o engenho espacial ter ativado os seus paineis solares, pois é graças aos seus 700 watts de potência que o módulo funciona.

Fonte CNET

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