Inflação já está a ter impacto: Amazon revê vendas em baixa no final do ano

A Amazon publicou as suas expectativas de vendas para o último trimestre deste ano e ficaram abaixo das estimativas devido à inflação e à forte concorrência de rivais como a Walmart que estão a ter um forte impacto no seu negócio de vendas online.

Nas contas da CNBC as ações da maior empresa de comércio eletrónico do mundo caíram quase 19% nas negociações do after market.

Depois de registar um crescimento vertiginoso durante a pandemia, gigantes da tecnologia, incluindo a Amazon, estão a assistir a uma desaceleração nas vendas, à medida que as pessoas voltam às atividades presenciais e dependem menos da internet.

Sob o comando do CEO Andy Jassy, ​​que assumiu o posto do fundador Jeff Bezos em julho de 2021, a Amazon respondeu ao aumento das despesas cortando de forma extremamente assertiva os custos em várias divisões nos últimos meses. Em consequência perdeu espaço no armazém, interrompeu alguns projetos experimentais, fechou o seu serviço de telessaúde e congelou a contratação de cargos corporativos para a sua unidade de negócios online.

“Obviamente que está tudo a mexer muito no ambiente macroeconómico”, disse o CEO Andy Jassy em comunicado enviado à imprensa e partilhado pela CNBC. “E vamos equilibrar os nossos investimentos para serem mais simples sem comprometer as nossas principais apostas estratégicas de longo prazo”, acrescentou.

A AWS foi responsável por todo o lucro da empresa, e mesmo assim foi inferior ao que os analistas previam.

O negócio de publicidade da Amazon foi um ponto positivo nos resultados, contrariando a tendência da concorrência em anúncios digitais – Meta, Alphabet e Snap – cujos negócios de anúncios também foram atingidos devido ao ambiente económico e às mudanças de privacidade do iOS da Apple no ano passado. A receita de anúncios no geral aumentou 25% – este sim, foi um valor acima do que os analistas previam.

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