Idade da reforma poderá subir para os 67 anos

A subida dos atuais 65 anos para os 67 é uma das medidas que se insere na lista de cortes estruturais da despesa. O aumento da idade da reforma surgiu depois do chumbo do Tribunal Constitucional (TC) a anteriores propostas do atual Governo.
O Governo retende compensar o chumbo do TC com corte de 600 milhões de euros nas despesas dos ministérios e nas prestações sociais e subsídios, nomeadamente com a alteração da idade da reforma.
Uma fonte do Governo garantiu à TSF que a idade da reforma vai passar dos atuais 65 anos para os 67 ainda este ano. Estes subsídios geram uma despesa adicional de 1326 milhões de euros (0,8 por cento do PIB), segundo as contas do Ministério das Finanças.
O corte de 600 milhões de euros na despesa global do estado será debatido hoje no conselho de ministros. Nesta discussão será definido um novo teto máximo para a despesa.
Em declarações à TSF, o antigo ministro do trabalho do Governo do PS, Vieira da Silva, disse que alterar a idade da reforma para os 67 anos é “uma má opção e um caminho que não se justifica”, acrescentando que o aumento da idade da reforma “não fazia parte do acordo firmado com a Troika”.
O Governo deverá poupar também no subsídio de desemprego e de doença, apesar de o TC ter chumbado as taxas de 6 por cento e 5 por cento respetivamente. O objetivo é recuperar cerca de 150 milhões de euros.




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