IA pode ter cancelado a Nvidia GeForce RTX 5080 Super
Há pouco mais de um ano, a geração Blackwell das placas gráficas da Nvidia entrou no mercado com a RTX 5090 a liderar a ofensiva. O arranque foi ruidoso e, para muitos, irregular. A expectativa era que uma eventual RTX 5080 Super servisse de ajuste de contas, afinando preços e desempenho.
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Porém, os sinais mais recentes apontam noutro sentido: cortes de produção em modelos da série 50 e um travão no habitual refresh de meio de ciclo. Diversas fontes da indústria reportam que a prioridade da Nvidia está hoje claramente noutro lado.
A própria empresa reconhece, em comunicados a meios especializados, dois factos essenciais: a procura por GeForce RTX continua muito elevada e há constrangimentos de memória a montante. Em bom português, o que sai das fábricas vende-se depressa e a matéria‑prima que alimenta novas placas está limitada. Sem negar frontalmente os rumores, a marca diz estar a trabalhar com os fornecedores para aumentar a disponibilidade mas isso raramente produz resultados imediatos.
IA como íman de chips: porque é que a memória manda no ritmo das GPUs
O grande culpado tem três letras: IA. A explosão de modelos generativos e de serviços baseados em inferência transformou as GPUs de datacenter em ouro. Resultado? A cadeia de fornecimento canaliza capacidade para onde a margem é maior. As memórias de alto débito para servidores (como HBM) monopolizam linhas, e o impacto transborda para o mundo do gaming: a produção de GDDR para placas de consumo fica mais apertada, os prazos esticam, e a elasticidade para lançar “Super/ Ti” intermédias evapora-se.
Não admira, portanto, que a Nvidia esteja avaliada em valores históricos e foque recursos no segmento empresarial. Em paralelo, vozes reputadas do universo do hardware sugerem que a próxima geração de GPUs de consumo com uma eventual RTX 6090 a abrir só deverá aparecer na segunda metade de 2027. É uma previsão, não um calendário oficial, mas ajuda a pôr em perspetiva a cadência menos frenética a que nos estávamos habituados.
E a AMD? Mesma maré, estratégia semelhante
A concorrência não está imune. A AMD tem mantido um silêncio invulgar no que toca a novas placas gráficas de consumo, não lançando nada de raiz desde a Radeon RX 9060 em agosto de 2025. As contas também contam a história: as receitas de datacenter dispararam no último ano, enquanto a divisão de gaming valeu bastante menos, suportada sobretudo por chips personalizados para dispositivos como a Xbox Ally X e a Steam Machine esta última, entretanto, novamente adiada pela Valve.
Tal como a Nvidia, a AMD redirecionou esforço para onde a procura é mais intensa e o retorno mais generoso. Até que a pressão sobre a cadeia de memória alivie, não espere um alinhamento completo de novas placas para jogos. Em compensação, há investimento claro em software e em tecnologias de imagem.
Software ao resgate: DLSS 4.5 e FSR Redstone
Se o hardware abrandou, o software acelerou. A Nvidia fez evoluir o DLSS para a versão 4.5, com ganhos visíveis na qualidade de imagem ainda que com algum custo de performance em certos cenários. Do lado vermelho, a AMD lançou o FSR Redstone no final de 2025, refinando geração de frames e ray tracing. Para muitos jogadores, estas soluções são hoje o “upgrade” mais imediato: ligue o upscaler, ajuste o modo de qualidade, experimente a geração de fotogramas onde a latência o permita e colha ganhos tangíveis sem trocar de placa.
Dica prática: combine o upscaling no modo Qualidade com um cap de FPS adaptativo e o Reflex/Anti-Lag correspondente. Em títulos pesados com ray tracing, reduza a resolução dos reflexos/iluminação global um patamar antes de mexer na geometria ou texturas. O objetivo é preservar nitidez e consistência temporal o ponto forte destas tecnologias.
2026 para jogadores de PC: comprar, esperar ou otimizar?
Com um refresh da Blackwell improvável e uma nova geração potencialmente distante, o panorama para 2026 pede cabeça fria:
– Se tem uma GPU da geração RTX 30/RX 6000 (ou anterior) e joga em 1440p/4K, um upgrade para as séries atuais faz sentido se encontrar bom preço. Sem avalanche de lançamentos, é provável que os preços estabilizem ou mexam pouco — por isso, promoções sazonais serão as melhores oportunidades.
– Se já está numa RTX 4090/5090 ou equivalentes topo de gama, há pouca urgência em trocar. Invista antes em otimização: drivers atualizados, perfis por jogo, DLSS/FSR afinados e, se possível, armazenamento mais rápido para reduzir stutter.
– Acompanhe o mercado de segunda mão com cautela. Menos modelos novos costuma significar retenção de valor, mas também maior previsibilidade: placas bem tratadas e com garantia de loja ainda podem ser um negócio.
– O gargalo de memória tende a aliviar, mas lentamente. Mudanças estruturais novas linhas de produção, expansão de capacidade demoram. Se precisa de uma placa agora, compre pelo valor atual e não por promessas de futuros cortes.
Fonte: IGN





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