Huawei vai ter mais uma extensão temporária ao bloqueio nos EUA

A Huawei foi proibida de negociar com empresas americanas em maio deste ano, apenas para receber uma permissão temporária alguns dias depois. A gigante de telecomunicações sediada em Shenzhen teve 90 dias para negociar com parceiros dos EUA, sendo que uma recente reunião entre o Donald Trump e o Presidente Chinês permitiu (supostamente) desbloquear a situação.

No entanto, a verdade é que, até agora, a Huawei não foi retirada desta lista negra e com o aproximar da data limite dessa licença temporária, ou a Huawei seria efetivamente bloqueada, ou então teria de ser divulgada mais uma licença. Felizmente, é a úlitma hipótese que deverá acontecer em breve.

Segundo a Reuters, o Departamento de Comércio dos EUA deve estender a licença comercial por mais três meses, e esperamos que, até essa altura, os Estados Unidos e a China conseguirão chegar a um acordo comercial e termine este guerra económica que tem prejudicado a Huawei.

A agência citou “duas fontes familiarizadas com a situação”, já que nenhum dos lados comentou sobre o assunto. A Huawei é atualmente utilizada para a negociação entre os dois países, já que, todos sabemos, é uma empresa muito poderosa.

De acordo com o secretário de Comércio Wilbur Ross, mais de 50 empresas aplicaram licenças especiais para distribuir para a Huawei nos últimos três meses. Dos US $ 70 mil milhõesque a Huawei gastou em componentes em 2018, cerca de US $ 11 mil milhõesforam para empresas americanas como Qualcomm, Intel e Micron, principalmente para chips de memória para seus smartphones e antenas de 5G.

Mas afinal havia ou não acordo?

Isso teremos de esperar para ver. Durante a conferência de imprensa dada por Trump aos jornalistas, após a reunião com o homólogo chinês e o retomar das negociações, Trump não respondeu à pergunta se a Huawei iria ser retirada da Lista Negra, indicando apenas que a partir de agora as empresas norte-americanas já podem continuar a negociar com a fabricante chinesa.

Ora, o Presidente dos EUA já demonstrou diversas vezes que diz e faz o que lhe apetece, por isso, e apesar desta afirmação e o reatar das negociações, sabemos que não poderemos confiar totalmente, nem poderemos esperar que esta seja uma decisão a longo prazo, a não ser que ambos os países cheguem a um acordo comercial.

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