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Huawei MatePad Edge vai chegar com absurdos 24GB de RAM

A Huawei prepara um golpe de teatro no segmento dos 2‑em‑1. Depois de a marca ter agitado as águas ao equipar os próximos Mate 80 RS e Mate X7 com 20 GB de RAM, surge agora a MatePad Edge, um híbrido tablet/portátil que, no topo de gama, eleva a fasquia para uns invulgares 24 GB de RAM.

A aposta não é um truque de marketing: é um sinal claro de que a empresa quer posicionar o seu novo equipamento como ferramenta séria de produtividade, edição e multitarefa avançada — e a correr HarmonyOS.

Um formato híbrido pensado para trabalhar

A MatePad Edge foi apresentada oficialmente com um design que alterna entre modo tablet e modo portátil, graças a um teclado destacável. O ecrã OLED de 14,2 polegadas coloca-a no território dos ultrabooks, oferecendo área suficiente para editores de texto, folhas de cálculo, cronogramas ou timelines de vídeo. Para quem se desloca entre reuniões, campus e coworks, a proposta faz sentido: é um dispositivo que reduz o número de máquinas na mochila sem abdicar de um painel amplo.

24 GB de RAM: exagero ou visão de futuro?

Huawei MatePad Edge vai chegar com absurdos 24GB de RAM

A questão impõe-se: quem tira partido de 24 GB de RAM num tablet? Mais do que “abrir muitas apps”, esta capacidade promete margem para cenários profissionais que envolvem múltiplas janelas, pré-visualizações pesadas, bibliotecas grandes em memória e virtualização leve. Um conhecido leaker chinês (Digital Chat Station) aponta ainda para um armazenamento até 1 TB e um chipset Kirin de série 9 com ambições “de nível PC”.

Importa salientar que estas especificações avançadas extraoficiais encaixam na presença de um sistema de arrefecimento ativo com ventoinha — uma decisão rara em tablets e que normalmente só vemos em portáteis finos de alto desempenho. Em teoria, isto significa menos thermal throttling quando se exporta vídeo, se processam lotes de fotos RAW ou se trabalha com bases de dados locais.

Conforto visual e leitura prolongada

Para além do painel OLED, a Huawei prepara uma edição Soft Light que troca o vidro tradicional por uma solução concebida para reduzir reflexos e fadiga ocular. Em ambientes de escritório com iluminação variável, ou em salas de aula com projetores, esta opção pode fazer diferença. Não há aqui promessas de magia: o brilho, a fidelidade de cor e a calibração final serão decisivos. Mas a combinação de OLED com tratamento anti‑reflexo aponta para um 2‑em‑1 apto para jornadas longas, sem aquela sensação de “espelho” que tantas vezes nos acompanha.

Teclado que é mais do que um acessório

O teclado da MatePad Edge foi pensado como extensão natural do aparelho. Além de permitir posicionamento em múltiplos ângulos, oferece 1,8 mm de curso — próximo de um portátil tradicional — e um trackpad Free Touch sensível à pressão para gestos precisos.

Um detalhe interessante: integra uma porta de carregamento de 65 W, simplificando a secretária e libertando a tomada principal do tablet. O conjunto deteta quando alternamos entre forma de PC e tablet, ajustando automaticamente a experiência. Para quem passa horas a escrever, a ergonomia do teclado e a estabilidade do encaixe costumam ser a diferença entre um “híbrido engraçado” e uma verdadeira ferramenta de trabalho; no papel, a Huawei está a atacar o problema certo.

HarmonyOS no primeiro 2‑em‑1

Este produto marca também uma viragem estratégica. A linha MateBook E — lançada em 2021 — oferecia um conceito semelhante, mas com Windows. Agora, a Huawei rebatiza a família para MatePad Edge e aposta em HarmonyOS de ponta a ponta. A mudança abre a porta a uma integração mais profunda com smartphones e wearables da marca, partilha de ficheiros simplificada, multi‑janela e colaboração entre dispositivos.

Para utilizadores já imersos no ecossistema Huawei, o efeito pode ser muito interessante: arrastar conteúdos entre equipamentos, atender chamadas no tablet, espelhar o ecrã do telemóvel para responder a mensagens sem quebrar o fluxo. O reverso da moeda? A disponibilidade de apps e a compatibilidade com ferramentas muito específicas de nicho continuarão a ser fatores a avaliar consoante o seu caso de uso.

Configurações, cores e o que falta saber

Tudo indica que haverá uma versão com 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, além do topo com 24 GB/1 TB, em cores Moonlight Silver e Space Gray. A MatePad Edge deverá ser apresentada em conjunto com a família Mate 80 a 25 de novembro. Faltam, contudo, detalhes fundamentais: autonomia real com a ventoinha ativa, peso do conjunto com teclado, qualidade do áudio e, claro, preços e mercados.

Estes pontos serão decisivos para perceber se a Huawei quer enfrentar ultrabooks premium ou criar uma alternativa competitiva para estudantes e criativos que valorizam versatilidade.

Para quem faz sentido?

  • Profissionais de conteúdo: editores, designers e gestores de redes que alternam entre apps pesadas e múltiplas janelas.
  • Estudantes avançados: cursos de engenharia, design e multimédia que beneficiam de ecrã grande e caneta (se vier a existir).
  • Utilizadores do ecossistema Huawei: quem já tem telemóvel e auriculares da marca pode tirar mais partido da integração HarmonyOS.

Se o seu trabalho depende de software apenas disponível para Windows/macOS, avalie bem as alternativas ou o uso de serviços cloud. Para a maioria das tarefas modernas — navegação, produtividade, videoconferência, edição fotográfica e até alguma montagem de vídeo — o hardware anunciado parece ter fôlego de sobra.

MatePad Edge

A MatePad Edge não é apenas “mais um tablet com teclado”. A combinação de 24 GB de RAM, armazenamento generoso, arrefecimento ativo e ecrã amplo sugere que a Huawei quer disputar espaço num território dominado por ultraportáteis. Se HarmonyOS entregar a maturidade que o formato exige e o preço for competitivo, podemos estar perante um dos 2‑em‑1 mais interessantes do ano.

Resta experimentar para confirmar se a execução acompanha a ambição.

Fonte: Gizmochina

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