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Home/Diversos/Apple/Huawei e Apple dominam mercado de relógios inteligentes em 2025
Apple

Huawei e Apple dominam mercado de relógios inteligentes em 2025

Bruno Peralta
Bruno Peralta
2 de Março de 2026 5 Min Read

Depois de um ano de altos e baixos para a eletrónica de consumo, os smartwatches fecharam 2025 em terreno positivo. As expedições globais cresceram 4% face a 2024, invertendo a quebra anterior e confirmando que o relógio inteligente ganhou lugar no quotidiano: do desporto à saúde, das notificações à segurança, o pulso tornou-se um ecrã útil.

Neste artigo encontras:

  • Premium na liderança: por que os modelos caros estão a vencer
  • Quem ganhou e quem perdeu: Apple, Huawei e Xiaomi subiram; Samsung cedeu
  • O que está a mudar no consumidor
  • 2026 em perspetiva: a memória pode encarecer o pulso
  • Guia rápido de compra para 2026: como acertar na escolha
  • Conclusão: 2025 foi o ensaio; 2026 testa a resiliência
  • FAQ

Ainda assim, há nuvens no horizonte para 2026. A esperada escassez de memória RAM e armazenamento, que já pressiona o mercado de smartphones, também afetará os wearables — a questão é quando e com que intensidade.

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Premium na liderança: por que os modelos caros estão a vencer

Um dado chama a atenção: foram os modelos topo de gama que mais puxaram pelo mercado. Os smartwatches de preço elevado aumentaram as expedições em cerca de 5% em 2025, enquanto as opções abaixo dos 200 dólares recuaram 9%.

A mensagem do consumidor é clara: se é para investir num relógio inteligente, que ofereça valor tangível — melhor ecrã, sensores mais fiáveis, autonomia suficiente para dias intensos, GPS preciso, e suporte a longo prazo. O premium não é apenas estatuto; é experiência.

Há outra mudança subtil: o smartwatch está a consolidar-se como equipamento de saúde pessoal. E nesse campo, a credibilidade de sensores, certificações e ecossistemas (apps, históricos, alertas proactivos) pesa mais do que nunca. É aqui que marcas com forte integração entre hardware e software ganham vantagem.

Quem ganhou e quem perdeu: Apple, Huawei e Xiaomi subiram; Samsung cedeu

Os números mostram um pódio interessante. Segundo dados do sector, a Apple manteve a maior quota de mercado em 2025, com 23% das expedições globais. A Huawei consolidou-se como a segunda força com 17%, seguida da Xiaomi com 9%. Samsung e Imoo aparecem na faixa dos 7% cada, com o restante diluído por outras marcas (cerca de 37%).

  • Crescimentos de expedições em 2025 face a 2024: Huawei disparou cerca de 30%, Xiaomi subiu 18% e Apple avançou 8%.
  • Em variação anual (YoY), Huawei foi a grande impulsionadora do crescimento global, enquanto Apple e Xiaomi também contribuíram, ainda que de forma mais moderada.
  • A exceção foi a Samsung: viu menos 12% de unidades expedidas em 2025 do que no ano anterior, traduzindo-se num decréscimo global de 2% no seu desempenho YoY.

Este mapa competitivo traduz preferências distintas. A Apple capitaliza a força do iPhone e do Apple Health. A Huawei ganhou fôlego com propostas robustas em autonomia e saúde, reforçadas por um posicionamento muito competitivo em mercados asiáticos. A Xiaomi continua a dominar a faixa custo/benefício. A Samsung, embora tecnicamente competente, parece ter sofrido com o timing de lançamentos e um posicionamento que, em 2025, não falou tão alto junto do utilizador.

O que está a mudar no consumidor

Há três tendências que ajudam a explicar 2025:

  1. Saúde e bem‑estar passaram a ser a “função killer”. Medição de frequência cardíaca mais fiável, SpO₂, sono avançado com deteção de apneia, VO₂ máx., métricas de stress e ciclo — quanto mais completo e validado, melhor.
  2. Autonomia real e carregamento rápido. Um relógio que aguenta treinos com GPS, monitorização contínua e chamadas sem morrer ao final da tarde é meio caminho andado para a recomendação. A autonomia continua a ser o calcanhar de Aquiles de muitos modelos premium, mas melhorias incrementais estão a surtir efeito.
  3. Ecossistema e longevidade. Os utilizadores querem integrações sem esforço (pagamentos, mapas, casa inteligente), atualizações regulares e garantias de peças. Quem comprar em 2026 espera usufruir do relógio pelo menos 3 a 4 anos.

2026 em perspetiva: a memória pode encarecer o pulso

A previsão para os smartphones em 2026 aponta para queda nas expedições devido à escassez de memória RAM. Os smartwatches usam os mesmos componentes-chave (RAM e armazenamento), logo é razoável antecipar algum impacto: prazos de entrega mais longos, custos de produção a subir e, por tabela, PVPs menos simpáticos ou cortes subtis em especificações nas gamas de entrada.

O que esperar?

  • Pressão sobre modelos económicos: onde cada euro conta, um aumento de custo na RAM pode forçar compromissos em ecrã, sensores ou construção.
  • Consolidação do premium: marcas com maior controlo de cadeia de fornecimento tendem a proteger melhor os topos de gama.
  • Ciclos de substituição mais longos: com preços a subir, os consumidores podem manter o relógio atual por mais um ano.

Para o mercado português e europeu, tradicionalmente sensível ao preço mas exigente em qualidade, é possível que a gama média “inteligente” (boa autonomia, NFC para pagamentos, GPS fiável e certificações de saúde) seja a que mais se destaque em 2026.

Guia rápido de compra para 2026: como acertar na escolha

  • Defina prioridade: saúde (sensores e métricas validadas), desporto (GPS multibanda, métricas avançadas), produtividade (chamadas, respostas, apps), autonomia.
  • Verifique a compatibilidade: iOS ou Android? Nem todas as funcionalidades cruzam ecossistemas de forma plena.
  • Autonomia e carregamento: procure valores reais com o seu perfil (24/7 saúde + 3 treinos/semana) e carregamento rápido para “top-ups” antes do treino.
  • Conectividade: eSIM/4G (independência do telefone), Wi‑Fi, Bluetooth estável, pagamentos NFC na sua banca.
  • Suporte e atualizações: histórico de updates e garantia; sensores são tão bons quanto o software que os interpreta.
  • Orçamento: em cenário de possível subida de preços, monitorize promoções sazonais e versões anteriores ainda muito capazes.

Conclusão: 2025 foi o ensaio; 2026 testa a resiliência

O segmento dos smartwatches provou vitalidade em 2025, com crescimento de 4% e liderança do premium. Apple segurou o trono, Huawei ganhou tração e Xiaomi reforçou a proposta-valor; a Samsung terá de reencontrar o fôlego.

Em 2026, o desafio será contornar a escassez de memória sem perder qualidade nem afastar o consumidor. Quem equilibrar sensores fiáveis, autonomia prática e bom software, vence.

Para o utilizador, a estratégia é simples: focar necessidades reais, evitar compras por impulso e dar prioridade a marcas com histórico sólido de atualizações.

FAQ

Pergunta: Os relógios premium vão continuar a crescer em 2026?
Resposta: Tendem a resistir melhor a choques na cadeia de fornecimento e mantêm procura estável, mas tudo dependerá do impacto dos custos de memória e do calendário de lançamentos.

Pergunta: A escassez de RAM pode encarecer os smartwatches?
Resposta: Sim. Custos de RAM/armazenamento mais altos podem refletir-se no preço final, sobretudo nas gamas mais acessíveis ou em cortes de especificações.

Pergunta: Quem lidera o mercado de smartwatches?
Resposta: Em 2025, a Apple manteve a maior quota global. Huawei e Xiaomi foram as que mais cresceram em expedições, enquanto a Samsung recuou.

Pergunta: Vale a pena comprar agora ou esperar?
Resposta: Se encontra um modelo que cumpre as suas necessidades a um bom preço, compre. Caso contrário, aguarde por ciclos de promoções ou pelo próximo lançamento da marca que segue.

Pergunta: O que pesa mais na escolha: sensores ou bateria?
Resposta: Depende do uso. Para saúde e desporto, sensores fiáveis e software de análise são críticos. Para uso geral, autonomia consistente pode pesar mais no dia a dia.

Fonte: Androidheadlines

Etiquetas

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Bruno Peralta

Bruno Peralta

Fanático de tecnologia e fã do Android, mas com consciência que a Apple revolucionou vários mercados. Quem me conhece, sabe que estou sempre à procura de notícias sobre tecnologia.

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