Huawei alcançou este trimestre o primeiro lugar em volume de vendas

Red Magic 6S

O mercado do comércio de smartphones é um dos mais lucrativos e competitivos dentro do comércio de eletrónica de consumo. Apple e Samsung são os nomes mais conhecidos dentro da indústria, pelo que recai sobre eles a confiança para o telemóvel de eleição. Contudo, uma marca tem-se mostrado cada vez mais forte, a Huawei, que tem sido alvo de sanções por parte do governo norte-americano a fim de bloquear o acesso da chinesa a software da Google.

Segundo dados revelados pela Canalys, a fabricante chinesa liderou no segundo trimestre do ano o volume de vendas de telemóveis ao consumidor. Isto acontece numa altura em que tanto as marcas Samsung e Apple não abandonavam os primeiros lugares da tabela há já mais de nove anos consecutivos — dado a sua influência mundial e histórica face ao tipo de consumidor em que se focam.

Anteriormente, já tinha sido notícia que a Huawei tinha chegado ao segundo lugar e ao terceiro lugar em diferentes alturas, conseguindo demonstrar as suas potencialidades, mas parece que foi desta vez que a gigante chinesa, pioneira no desenvolvimento de routers e infraestruturas de rede, alcançou um marco tão alto.

Durante os meses de abril a junho, a Samsung vendeu cerca de 53,7 milhões de smartphones, o que representa uma incrível queda de 30% face ao período homólogo do ano anterior. Isto pode ser explicado pelo impacto da pandemia em todo mundo, especialmente porque grande parte destes equipamentos são adquiridos em lojas físicas.

Por sua vez, a Huawei registou um volume de vendas 5% inferior ao mesmo período do ano passado, num total de 55,8 milhões de telemóveis, que deve ter sido atenuado face a esta marca concentrar uma grande parte da sua atuação logística ao nível das plataformas online, daí o impacto ter sido menor.

A Huawei esteve e continua a estar vulnerável às restrições impostas durante o mandato de Donald Trump, especialmente nos mercados fora da China, onde o impacto é mais evidente, refere a Canalys no seu comunicado. Algo que se transforma numa desvantagem competitiva face aos outros players do mercado, como é o caso da Samsung ou da própria Apple.

Ainda presentes os dados, a Canalys afirma que as exportações da fabricante chinesa para o exterior diminuíram em cerca de 27%, acabando por aumentar em território chinês em 8% dadas as restrições a outras marcas, motivadas pelo confinamento. “[…] Se não fosse o COVID-19, não teria acontecido. A Huawei aproveitou ao máximo a recuperação económica chinesa para reativar os seus negócios com smartphones“, afirmou Ben Staton, um dos analistas da Canalys.

A crescente recuperação da concorrência neste mercado não irá manter a Huawei na liderança no longo-prazo. Esta é a opinião do também analista, Mo Jia, que corrobora que os “[…] principais parceiros [da Huawei] em regiões chave, como é o caso da Europa estão a adotar menos modelos da marca a fim de diminuir os riscos. O poder na China não será suficiente para aguentar a Huawei no topo […]” por muito tempo.

Fonte Forbes

Quer saber outras novidades? Veja em baixo as nossas Sugestões

Quer saber outras novidades? Veja em baixo as nossas Sugestões

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here