HP vai eliminar cerca de 30 mil postos de trabalho

A Hewlett-Packard vai apresentar os resultados financeiros do segundo trimestre fiscal de 2012 na próxima quarta-feira, 23 de maio. No mesmo dia deverá ser apresentado um plano de reestruturação económica que vai afetar sobretudo os funcionários.

Os cortes na força de trabalho da empresa americana podem chegar a 30 mil empregados. Segundo fontes próximas da direção da HP, o número de empregos que vão ser eliminados ainda não é certo, mas deverá corresponder a cerca de 10 por cento do total do número de trabalhadores – ao todo e em todo o mundo, são cerca de 320 mil as pessoas que trabalham para a Hewlett-Packard. O grupo de serviços empresariais deverá ser o mais afetado nos cortes, perdendo entre 10 a 15 mil lugares. Além dos despedimentos, a empresa norte-americana está a planear mandar quase cinco mil empregados num sistema de layoff e reforma antecipada.

Alguns analistas defendem que a HP não devia despedir tantos empregados como aqueles que possivelmente está a pensar fazer, mas devia generalizar mais a estratégia do layoff. Em média a Hewlett-Packard tem um lucro de 27500 euros por empregado. Cortar substancialmente na força de trabalho seria mexer com os lucros da empresa – relocalização de trabalhadores e sinergias entre diferentes setores da empresa podem ter um resultado mais positivo dos que os despedimentos. Prevê-se que com a recapitalização do fim dos postos de trabalho a HP consiga perto de 944 milhões de euros – que por sua vez terá uma influência positiva de 50 por cento nas ações da empresa até 2013.

Será a própria Meg Whitman, CEO da HP desde setembro de 2011, quem irá anunciar os cortes depois de ter dito publicamente que iria criar postos de trabalho dentro da tecnológica. Ao eliminar 30 mil empregos a diretora da empresa prevê aumentar os indíces de produtividade da fabricante, ao mesmo tempo que poupa dinheiro para poder investir em novos produtos – a decisão não terá como objetivo aumentar os lucros ou agradar aos acionastas garante o AllThingsD. Whitman vai argumentar que a estratégia que a empresa adotou nos últimos cinco anos de apenas cortar sem investir nada de bom trouxe à marca. O mercado dos computadores portateis, dos PCs All in One e das impressoras vão continuar a ser os principais pontos estratégicos da HP.

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