O trabalho mudou — e continua a mudar a um ritmo que poucas organizações conseguem acompanhar. Modelos híbridos, equipas distribuídas, pressão constante por produtividade e um cansaço digital cada vez mais evidente criaram um novo desafio: como usar tecnologia avançada sem sacrificar o bem-estar das pessoas. É neste contexto que a HP apresentou, na CES 2026, uma visão clara e ambiciosa sobre o futuro do trabalho, assente em inteligência artificial local, mobilidade extrema e experiências mais humanas.
Mais do que lançar novos produtos, a HP procurou responder a uma questão fundamental: como devolver controlo, fluidez e satisfação aos profissionais do conhecimento, sem comprometer desempenho ou segurança?
O trabalho já não vive preso à secretária
Uma das ideias centrais da estratégia da HP é simples, mas poderosa: o trabalho acontece em todo o lado. Escritórios tradicionais, casas, espaços partilhados, salas de reunião improvisadas ou até em trânsito. A tecnologia precisa de acompanhar essa realidade — e adaptar-se a ela.
É neste enquadramento que surge o HP EliteBoard G1a, um conceito que quebra completamente com o desktop clássico. Em vez de uma torre fixa ou de um portátil convencional, estamos perante um PC com IA integrado num teclado ultraleve, pensado para se mover com o utilizador. O processamento de inteligência artificial acontece localmente, sem dependência constante da cloud, permitindo tarefas mais rápidas, privadas e eficientes.
Este tipo de abordagem mostra uma mudança clara de mentalidade: menos dispositivos rígidos, mais ferramentas flexíveis que se moldam ao espaço e ao ritmo de cada profissional.
Inteligência artificial local deixa de ser luxo
Outro pilar da visão da HP passa pela democratização da IA no hardware. A nova geração de portáteis empresariais e de consumo aposta fortemente em unidades de processamento neural (NPU) capazes de lidar com múltiplas tarefas de IA em simultâneo, sem penalizar a autonomia ou o desempenho geral do sistema.
Modelos como a série HP EliteBook X G2 e o HP OmniBook Ultra 14, equipados com plataformas Snapdragon X2 Elite, elevam a fasquia ao oferecer níveis de desempenho em IA até aqui raros no segmento portátil. Isto traduz-se em funcionalidades práticas: transcrição em tempo real, organização inteligente de conteúdos, otimização automática de desempenho e maior eficiência energética.
No lado do consumo, a renovação da linha OmniBook mostra que a HP não vê a IA apenas como uma ferramenta corporativa. O novo OmniBook 3 16 destaca-se ao combinar ecrã OLED, grande formato e uma autonomia recorde, respondendo a utilizadores que exigem potência, qualidade visual e liberdade longe da tomada.
Quando a impressora também pensa
Um dos anúncios mais inesperados — e talvez mais reveladores — foi a integração direta do Microsoft Copilot nas impressoras HP Office Print. À primeira vista, pode parecer um detalhe menor, mas o impacto é significativo.
Ao levar funcionalidades de IA diretamente para a impressora, a HP elimina etapas desnecessárias no fluxo de trabalho. Resumos automáticos, tradução de documentos e organização inteligente passam a acontecer no próprio equipamento, sem depender de um PC intermédio. Para muitas empresas, isto representa ganhos reais de tempo, redução de erros e maior segurança no tratamento de informação sensível.
É um exemplo claro de como a IA pode ser integrada de forma invisível, mas eficaz, no dia a dia profissional.
TI com mais controlo num mundo distribuído
Com equipas cada vez mais dispersas, os departamentos de TI enfrentam um desafio crescente: manter sistemas operacionais, seguros e funcionais à distância. A evolução da Workforce Experience Platform (WXP) da HP responde diretamente a este problema.
A introdução de mecanismos de recuperação ao nível do firmware permite resolver falhas críticas mesmo quando um dispositivo não consegue arrancar. Isto reduz tempos de inatividade, evita deslocações desnecessárias e dá às equipas técnicas uma capacidade de resposta muito mais rápida — algo essencial em ambientes onde cada minuto conta.
Gaming, criação e performance sem compromissos
Fora do contexto profissional, a HP também reorganizou a sua estratégia de gaming ao unir OMEN e HyperX sob uma única marca. O objetivo é claro: oferecer uma experiência integrada que combine hardware, software e periféricos otimizados.
O HyperX OMEN MAX 16 surge como um exemplo extremo dessa visão, apostando em refrigeração totalmente interna, otimização por IA e componentes pensados para cargas intensas. Mesmo para quem não joga profissionalmente, esta abordagem influencia positivamente áreas como criação de conteúdo, edição de vídeo e desenvolvimento.
Sustentabilidade como base, não como extra
Outro elemento transversal à estratégia da HP é a sustentabilidade. Desde 2019, a empresa incorporou mais de 2,27 mil milhões de quilos de materiais reutilizados, reciclados ou renováveis nos seus produtos e embalagens. Mais do que um número impressionante, este dado mostra uma integração real da economia circular no ciclo de inovação.
Ferramentas como o HP Digital Passport reforçam esta transparência, permitindo aos utilizadores conhecer a origem, o impacto ambiental e o ciclo de vida do seu dispositivo.
O futuro do trabalho é tecnológico, mas humano
A mensagem final da HP é clara: tecnologia só faz sentido se melhorar a vida das pessoas. Num cenário em que apenas uma minoria dos profissionais se sente verdadeiramente bem no trabalho, investir em ferramentas mais inteligentes, móveis e centradas no utilizador não é apenas uma vantagem competitiva — é uma necessidade.
O futuro do trabalho não será definido apenas por mais poder de processamento ou mais IA, mas pela forma como essas capacidades são colocadas ao serviço da realização pessoal, da flexibilidade e da confiança. E é precisamente nesse cruzamento que a HP está a posicionar a sua visão para os próximos anos.

































