HDMI 2.0 ou 2.1? Para streaming, a resposta surpreende
Nem sempre ter o cabo mais recente significa melhor imagem. Para ver Netflix, Disney+ ou Prime Video em casa, na sua Smart TV, a maioria das pessoas não precisa de mudar de HDMI 2.0 para HDMI 2.1.
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A ideia pode parecer estranha numa altura em que o 4K é usado como argumento de venda em quase todos os serviços de streaming. Mas, na prática, há um detalhe importante que muda tudo: o limite nem sempre está no cabo ou na televisão.
HDMI 2.0 vs HDMI 2.1: o que realmente muda
O HDMI é o padrão mais comum para transportar imagem e som entre televisões, consolas, monitores e sistemas de áudio.
As versões HDMI 2.0 e HDMI 2.1 são hoje as mais conhecidas. A principal diferença entre ambas está na largura de banda, ou seja, na quantidade de dados que conseguem transmitir.
- HDMI 2.0: suporta até 4K a 60 Hz
- HDMI 2.1: pode ir até 4K a 120 Hz
À primeira vista, isto faz parecer que o HDMI 2.1 é automaticamente melhor para tudo. Mas não é assim que funciona no uso diário.
Para streaming, o HDMI 2.0 continua a chegar
Se o objetivo é ver séries, filmes ou eventos desportivos em plataformas de streaming, o HDMI 2.0 é suficiente na maioria dos casos.
O motivo é simples: a maior parte dos serviços não transmite conteúdo acima de 4K a 60 Hz. Ou seja, mesmo que tenha um cabo HDMI 2.1, o conteúdo que chega a casa continua geralmente dentro dos limites do HDMI 2.0.
Na prática, isto significa que trocar cabos só para ver streaming em 4K dificilmente vai trazer uma melhoria visível.
O ponto que costuma passar despercebido
Num sistema com vários equipamentos, o desempenho final fica sempre limitado pelo componente menos avançado.
Isso quer dizer que, se tiver um cabo HDMI 2.1 ligado a uma porta HDMI 2.0, o conjunto vai funcionar ao nível do HDMI 2.0. O mesmo acontece se a televisão, a consola ou o receptor não acompanharem a versão mais rápida.
Por isso, comprar apenas um cabo novo nem sempre resolve e muitas vezes não muda absolutamente nada.
Quando é que o HDMI 2.1 faz mesmo sentido?
O cenário onde o HDMI 2.1 faz mais diferença não é o streaming. É o gaming.
Quem joga numa PlayStation 5 Pro, num PC mais potente ou noutras plataformas capazes de correr jogos a 4K e 120 Hz pode beneficiar claramente desta norma.
- mais fluidez em jogos rápidos
- melhor resposta visual
- aproveitamento total de televisões e monitores com 120 Hz
Com HDMI 2.0, um jogo até pode estar preparado para ir além disso, mas a ligação fica limitada a 4K a 60 Hz. Para chegar aos 120 Hz, muitas vezes é preciso descer a resolução para 1080p.
E o HDMI 2.2? Ainda é cedo
O HDMI 2.2 já foi anunciado e eleva bastante a fasquia, com suporte para resoluções muito mais exigentes, como 8K e até 16K em certos cenários.
O problema é que essa nova geração ainda está longe de ser comum nas salas de estar. Há pouco hardware compatível no mercado e os equipamentos que tiram partido destas capacidades continuam caros.
Na prática, apostar já em HDMI 2.2 só faz sentido para quem estiver a planear investir muito dinheiro num sistema topo de gama.
Fonte: Engadget





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