HarmonyOS ultrapassa o iPhone na China
O sistema operativo da Huawei voltou a ganhar terreno onde isso mais pesa: no mercado chinês. Os dados mais recentes indicam que o HarmonyOS já está à frente do iOS na China, um sinal claro de que a marca conseguiu transformar uma limitação antiga numa vantagem competitiva.
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Segundo números avançados pela Counterpoint, o HarmonyOS atingiu 19% de quota no primeiro trimestre de 2026 no mercado chinês. Isso coloca a plataforma da Huawei acima do sistema do iPhone no seu território mais importante, numa altura em que a Apple continua a enfrentar maior pressão local.

HarmonyOS deixa de ser plano B
Quando a Huawei perdeu acesso aos serviços Google em 2019, muitos viram o futuro da empresa nos smartphones como uma incógnita. O HarmonyOS nasceu nesse contexto, quase como uma resposta de emergência.
Mas o cenário mudou. Em vez de funcionar apenas como substituto do Android, o sistema operativo da Huawei passou a ser uma peça central da estratégia da marca, sobretudo na China.
O facto de superar o iOS num mercado tão competitivo mostra que a plataforma já não é vista apenas como uma alternativa. Para a Huawei, tornou-se um ativo real dentro do ecossistema móvel.
Porque é que isto importa para o mercado chinês
A China é um dos mercados de tecnologia mais disputados do mundo e também um dos mais relevantes para Apple e Huawei. Ultrapassar o iOS neste contexto tem peso simbólico, mas também impacto prático.
Na prática, reforça a ideia de que os fabricantes chineses estão cada vez menos dependentes de plataformas estrangeiras. Isso não acontece só nos smartphones, mas também noutras categorias onde o HarmonyOS já está presente, como smartwatches e televisores.
Para os utilizadores, isto significa uma integração mais forte entre equipamentos da marca e uma experiência cada vez mais fechada dentro do ecossistema Huawei.
Android continua líder, mas há mudanças no equilíbrio
Apesar da subida do HarmonyOS, o Android continua a dominar o mercado. Ainda assim, os números sugerem uma mudança gradual no equilíbrio entre plataformas.
No plano global, o HarmonyOS terá subido de 3% para 5% no primeiro trimestre de 2026. É uma fatia ainda modesta quando comparada com Android e iOS, mas suficiente para mostrar que a Huawei voltou a crescer onde muitos esperavam estagnação.
Ao mesmo tempo, o Android terá descido de 80% para 73% a nível mundial. Esta quebra surge num contexto de menor força nos telemóveis de entrada, aumento dos custos de componentes e pressão geopolítica sobre a indústria.
O que está a ajudar a Huawei
Modelos mais fortes em várias gamas
Parte deste avanço está a ser impulsionada por novos equipamentos da marca. A linha Huawei Mate 80 ajuda a consolidar a imagem premium da empresa, enquanto o Enjoy 90 mantém a sua presença em segmentos mais acessíveis.
Essa combinação é importante porque o crescimento do HarmonyOS não depende apenas de smartphones topo de gama. A plataforma está a chegar a diferentes perfis de utilizador, o que aumenta a sua escala e relevância no mercado.
Cadeia de fornecimento mais local
Outro fator relevante é a maior dependência de fornecedores locais. Isso dá à Huawei alguma margem para resistir melhor a tensões externas e reduzir parte do impacto das dificuldades que afetam outras marcas.
Num momento em que a indústria enfrenta custos mais altos e maior instabilidade, essa vantagem pode fazer diferença na capacidade de manter produção, preços e ritmo de lançamento.
O que pode acontecer a seguir
O crescimento do HarmonyOS na China não significa que o iPhone deixou de ser forte. A Apple continua a ter enorme peso no segmento premium e mantém uma base fiel de utilizadores.
Mesmo assim, a recuperação da Huawei mostra que o mercado está longe de estar fechado. Se o HarmonyOS continuar a crescer e a expandir o seu ecossistema, a pressão sobre o iOS pode aumentar, sobretudo na China.
Mais do que uma subida pontual, este movimento sugere uma mudança importante: a Huawei conseguiu transformar o seu sistema operativo numa plataforma com peso real no mercado. E isso pode voltar a mexer com o equilíbrio da indústria mobile.
Fonte original: counterpointresearch




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