Hackers russos acusados de atacar organizações anti-doping

Na quinta-feira de manhã, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América anunciou uma série de processos-crime contra sete pessoas da inteligência russa. As acusações incluem hacking, fraude, lavagem de dinheiro e roubo de identidade.

Em causa está o alegado roubo e disseminação de informação pessoas de diversos proeminentes oficiais anti-doping e de 250 atletas na sequência dos jogos olímpicos de Sochi, em 2014, que decorreram na Rússia.

São acusados pelo nome

A acusação refere os nomes dos setes membros da Agência de Inteligência da Federação Russa (GRU). São portante importantes membros da hierarquia russa. Três dos acusados são tambem parte da investigação de Robert Mueller, que se encontra de momento a averiguar a interferência russa nas eleições americanas de 2016.

“Hacking com suporte de estados e campanhas de desinformação são ameaças sérias para a nossa segurança e para a nossa sociedade livre, mas o Departamento de Justiça está a defender-nos contra elas,” referiu General Jeff Sessions.

Qual era o objectivo destes alegados ataques?

De acordo com a acusação, os oficiais da GRU estariam a trabalhar para complicar o trabalho das organizações anti-doping no terreno. Entre outras coisas, foram roubadas credenciais de login através de tácticas de phishing, o que conferiu acesso a relatórios médicos de atletas.

No caso do medalhista de ouro Mo Farah, foi ganho acesso ao seu “passaporte biológico”. Este conjunto de informação rastreia a informação do sangue dos atletas para monitorizar o potencial uso de doping. Através desta informação, a equipa de desinformação russa espalhou pelas redes sociais que Farah estaria “provavelmente a usar doping”. Tácticas deste género teriam como objectivo distrair a atenção mediática da utilização de doping por parte das equipas russas, que veio mais tarde a ser confirmada.

É praticamente certo que estes oficiais não terão que enfrentar estas acusações, na medida em que a Rússia não irá enviar os seus oficiais para um julgamento em solo americano.

Fonte: Washington Post

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