Hackers pró-Kremlin fazem ataques DDoS à Lituânia

Os serviços de Internet na Lituânia foram ontem alvo de uma série de ataques DDoS (ataques de negação de serviço). Foi o próprio Centro Nacional de Cibersegurança do país que deu a notícia à Reuters.

De acordo com o governo, a intensidade e quantidade de ataques interrompeu partes da rede nacional de transferência de dados, num total de mais de 1600 estruturas online atacadas. O sistema é considerado um dos componentes essenciais do país para garantir sua segurança no ciberespaço, “construído para ser operacional durante crises e guerras”, o que aumenta o nível de preocupação com a situação nos próximos dias com problemas associados a desfigurações de sites, ransomwares e outros semelhantes.

No Telegram, um grupo de hackers pró-Kremlin, o Killnet, assumiu a autoria do ataque como retaliação ao recente embargo lituano ao transporte ferroviário de bens russos por seu território.

Desde o fim de março, a ex-república soviética, que apoia a Ucrânia no conflito contra a Rússia como membro da União Europeia e da NATO, bloqueia embarques ferroviários para Kaliningrado, exclave russo no Mar Báltico.

O Núcleo Central de Telecomunicações da Lituânia também identificou os sites mais afetados em tempo real e conseguiu mitigar os ataques DDoS enquanto trabalhava em conjunto com provedores estrangeiros de Internet.

Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro, os ataques de hackers têm vindo a aumentar de ambos os lados. Em janeiro, por exemplo, hackers da Bielorússia afirmaram ter infetado a rede do sistema ferroviário estatal com ransomware. Os atacantes ameaçaram só fornecer a chave de descriptografia se o presidente Aleksandr Lukashenko suspendesse o apoio a Vladimir Putin contra um (à época possível) ataque contra a Ucrânia.

Enquanto isso, hackers pró-Rússia lançaram um malware de limpeza, o AcidRain, que sabotou milhares de modems de satélite usados por clientes da ViaSat na Ucrânia.

Fonte: Reuters

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