GPL Auto ganha força como atalho para cortar emissões
O GPL Auto está a voltar ao centro da conversa sobre mobilidade sustentável em Portugal. A GASIB defende que esta tecnologia pode ser uma resposta imediata e mais acessível para reduzir emissões, sobretudo numa altura em que eletrificar tudo continua longe de ser simples para muitas famílias e empresas.
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A mensagem da empresa é clara: a descarbonização do transporte rodoviário não tem de passar por uma única solução. E, para quem procura baixar custos sem trocar já de veículo, o GPL e o BioAutogás surgem como alternativas com impacto mais rápido no terreno.
Porque é que o GPL Auto volta a ser relevante
Segundo a GASIB, o GPL Auto consegue reduzir até 20% das emissões de CO₂ face aos combustíveis convencionais. No caso do BioAutogás, esse corte pode chegar aos 92%, um valor que coloca esta opção no radar das empresas que precisam de descarbonizar sem parar operações.
A empresa acredita que esta pode ser uma via prática para acelerar a transição energética, especialmente no transporte profissional, onde a eletrificação ainda enfrenta obstáculos como preço, autonomia e tempos de carregamento.
O que muda para condutores e empresas
O argumento ambiental não surge sozinho. A GASIB sublinha que o GPL Auto também pode representar uma poupança direta até 50% por litro face à gasolina e ao gasóleo, algo com peso real num contexto de custos de mobilidade elevados.
Há ainda outras vantagens apontadas pela empresa, como abastecimentos rápidos, menores custos de manutenção e autonomias que podem ultrapassar os 1.000 quilómetros. Na prática, é uma proposta pensada para quem quer reduzir despesas sem alterar radicalmente rotinas.
Menos emissões e menos ruído
Além do CO₂, a GASIB destaca uma redução até 99% de outras partículas poluentes. Nas emissões de NOx, o corte pode atingir 96% face ao diesel e 68% face à gasolina.
Outro ponto menos falado, mas cada vez mais relevante nas cidades, é o ruído. De acordo com a empresa, os motores a GPL podem reduzir até 50% do ruído em comparação com motores a gasóleo.
Nem sempre é preciso trocar de carro
Uma das ideias mais interessantes defendidas pela GASIB é que a renovação sustentável do parque automóvel não tem de implicar a substituição total dos veículos atuais.
Isso acontece porque já existem soluções de retrofitting para veículos ligeiros e opções de remotorização GPL para veículos industriais. Ou seja, em vez de comprar uma frota nova, algumas empresas podem adaptar viaturas que já têm em operação.
Este ponto pode ser decisivo para negócios que precisam de reduzir emissões, mas não têm margem para investimentos pesados no curto prazo.
Transporte pesado ainda procura alternativas viáveis
No segmento dos pesados, a GASIB considera que o GPL pode ter um papel mais importante do que muitos imaginam. A empresa refere a evolução de motores 100% GPL, como os da BeGas, e destaca a existência de camiões GPL da Herko Trucks já em circulação em Espanha.
Para o transporte de mercadorias, esta abordagem pode ser especialmente relevante. É um setor onde a eletrificação total continua a levantar dúvidas operacionais e económicas, desde a autonomia até à infraestrutura necessária para manter os veículos em serviço.
Autogás é a aposta com maior crescimento
A própria GASIB aponta o Autogás como a sua área de negócio com maior potencial de expansão. A previsão da empresa aponta para um crescimento anual em torno dos 8%.
Esse dado ajuda a perceber porque é que o tema está a ganhar nova tração. Numa fase em que consumidores e empresas procuram soluções mais sustentáveis, mas também realistas no custo e na utilização, o GPL Auto está a ser reposicionado como uma alternativa de transição com efeito imediato.
Porque é que isto importa agora
O debate sobre mobilidade tem sido dominado pelos carros elétricos, mas a realidade no terreno é mais complexa. Nem todos os utilizadores conseguem mudar já, nem todas as operações profissionais se adaptam facilmente ao carregamento elétrico.
É precisamente nesse espaço intermédio que o GPL e o BioAutogás querem ganhar relevância: menos emissões, custos mais baixos e adaptação mais simples à infraestrutura e aos hábitos atuais.
Para a GASIB, ignorar soluções acessíveis e já disponíveis pode atrasar a renovação do parque automóvel e prolongar o uso de veículos mais antigos e mais poluentes.
- Até 20% menos CO₂ com GPL Auto
- Até 92% menos CO₂ com BioAutogás
- Poupança até 50% por litro face a combustíveis tradicionais
- Autonomia superior a 1.000 km em alguns casos
- Possibilidade de retrofit e remotorização sem trocar toda a frota





Não deu certo aqui no Brasil porque esse gás desgasta demais as peças do motor, o custo da manutenção acaba com a economia atingida pela troca de combustível. A economia que você fez com a troca de combustível você vai gastar nas peças do motor.