Governo português garante comunicações grátis para refugiados

O Governo português anunciou que os refugiados provenientes da Ucrânia vão ter comunicações gratuitos, no seguimento de um acordo com a Associação dos Operadores de Comunicações Electrónicas.

Em comunicado, a ministra dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, anunciou que  o governo assinou “um acordo de colaboração com a Associação dos Operadores de Comunicações Eletrónicas (APRITEL) e as suas associadas MEO, NOS e Vodafone, bem como com a operadora NOWO, para a atribuição de serviços de comunicações eletrónicas a beneficiários de proteção temporária da Ucrânia, em Portugal”.

Segundo o governo, “os cidadãos maiores de idade terão acesso, todos os meses (durante 3 meses)” a “500 minutos de comunicações de voz para redes fixas e móveis nacionais, 200 minutos de comunicações de voz para redes fixas e móveis da Ucrânia, 5 GB de comunicações de dados e 10 GB de comunicações de dados”.

“No total serão distribuídos 16 mil cartões de comunicações (5.000 pela Altice; 5.000 pela Nos; 1.000 pela Nowo; 5.000 pela Vodafone) nas lojas identificadas pelas operadoras”, caso os refugiados apresentem determinados documentos, como o documento de identificação e o número do processo atribuído pelo SEF. Será, ainda solicitado, o preenchimento de uma declaração, refere o gabineta da ministra.

“O governo pretende facilitar e promover a comunicação dos cidadãos ucranianos com o seu país de origem e o seu processo de acolhimento em Portugal”, disse o ministro.

Na segunda-feira, o SEF divulgou que Portugal já tem 31.543 pedidos de proteção temporária de cidadãos ucranianos e estrangeiros residentes desde o início da ofensiva russa na Ucrânia em 24 de fevereiro.

Entretanto, o SEF divulgou que dos pedidos de proteção temporária que receberam uma resposta positiva, 21.220 eram de mulheres e 11.024 de menores

“Com esta ação, que envolve as áreas governativas da Digitalização e da Modernização Administrativa, Proteção Civil, Igualdade e Migrações e Infraestruturas, o Governo pretende facilitar e promover a comunicação dos cidadãos ucranianos com o seu país de origem e o seu processo de acolhimento em Portugal”, refere o governo

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