Google testa um novo robô capaz de se programar a si próprio

Escrever infindáveis linhas de código pode ser um trabalho exaustivo. Mesmo as linguagens um pouco mais simples, como o HTML, exigem que o codificador entenda a sintaxe específica e tenha as ferramentas necessárias. Escrever código para controlar robôs é ainda mais complicado e geralmente tem várias etapas: há que fazer o código para detetar objetos, código para acionar os movimentos dos membros do robô, código para especificar quando a tarefa está concluída e muitos mais.

Para pôr fim a este trabalho moroso, a equipa de investigação de robótica da Google está a explorar um robô que pode escrever o seu próprio código de programação baseado em instruções de linguagem natural.

Code as Policies (ou CaP para abreviar) é um modelo de linguagem específico de codificação desenvolvido a partir do Pathways Language Model (PaLM) da Google para interpretar as instruções de linguagem natural e transformá-las em código que pode ser executado. A equipa de pesquisa treinou este modelo dando exemplos de instruções formatadas (como comentários de código escritos pelos developers para explicar o que o código faz para qualquer pessoa que o reveja) e o código correspondente. 

Robot

A partir daí, o robô foi capaz de receber novas instruções e “gerar de forma autónoma um novo código que recompõe chamadas de API, sintetiza novas funções e expressa loops de feedback para montar novos comportamentos em tempo de execução”, explicaram os engenheiros da Google.

Para que o CaP escrevesse um novo código para tarefas específicas, a equipa deu “dicas”, como quais os APIs ou ferramentas estavam disponíveis e alguns exemplos de instruções para código. Com isto, o robô foi capaz de escrever um novo código para novas instruções, usando “geração de código hierárquico”. 

Por enquanto, o CaP ainda é muito limitado no que pode fazer: só pode gerir alguns parâmetros num único prompt; sequências mais complexas de ações que exigem dezenas de parâmetros não são possíveis de executar para já.

Fonte: PopSCI

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